Passos caóticos ecoavam pelo corredor, e as pernas de Elsie tremiam. Ela olhou freneticamente para os lados, apenas para ver pessoas bloqueando ambas as extremidades do corredor.
Com os dentes cerrados, ela correu direto para o quarto mais próximo. "Mãe! Owen! Me ajudem!"
O som de sua voz atingiu Owen como um martelo. Os olhos de Lily se arregalaram e ela quase saltou da cama, a dor em sua incisão quase a derrubando.
Ambos se viraram para ver uma mulher de barriga inchada correndo pelo quarto em pânico, procurando um lugar para se esconder antes de puxar as cortinas e deslizar para trás delas como se pudesse desaparecer.
Lily suspirou de alegria. "Owen, você ouviu isso? É a Elsie! É a Elsie—ela está realmente viva!"
Owen, atônito, olhou para o par de pés que aparecia por baixo da cortina. Eles estavam apertados em chinelos mal ajustados, a pele tão inchada e arroxeada que pareciam patas de urso—nada parecido com os pés de uma jovem mulher.
E aquela barriga... era tão grande como se ela estivesse carregando gêmeos. Ela só tinha ido embora por três meses; era impossível que estivesse grávida assim.
Mas a voz... era inconfundível.
A porta do quarto se abriu com um estrondo novamente e um grupo entrou—médicos, enfermeiros, seguranças, até parentes de outros pacientes.
"Ela correu para cá! Ela está definitivamente se escondendo!" um deles chamou, e os olhos de outro caíram nos pés reveladores abaixo da cortina.
Sem uma palavra, um médico apontou. O segurança apertou seu garfo de controle de aço e assentiu, avançando silenciosamente.
Os olhos de Lily se arregalaram. "O que vocês estão fazendo? Ela é minha filha!"
"Ela não é!" Owen interveio imediatamente.
Como essa mulher inchada e fedorenta poderia ser Elsie? Lily tinha perdido a razão.
Quando ela passou correndo agora há pouco, o fedor tinha ficado no ar—tão fétido que revirava seu estômago. Não havia como aquela ser Elsie.
"Essa é a Elsie!" Lily bateu na cama frustrada. "Você não reconhece a voz da sua própria irmã?"

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