O que surpreendeu Peggy foi que suas palavras — tão deliberadamente cruéis, tão calculadas para ferir — não provocaram absolutamente nenhuma reação em Owen.
Ela franziu a testa, confusa, lançando um olhar para ele.
“Você acha que só porque Timothy me violentou, a gente não pode se divorciar? Quero dizer, sem essa ‘prova’, quem vai acreditar que eu fiz uma denúncia falsa contra você—”
Antes que pudesse terminar a frase, congelou de horror.
Owen havia alcançado o abajur e retirado um pequeno aparelho.
Ela reconheceu imediatamente.
Uma câmera escondida.
Ele transferiu as imagens para o celular, assistindo ao vídeo gravado com uma calma assustadora antes de murmurar: “Você se casou comigo esperando subir na vida, não foi? Então me diga — quando esse vídeo vier à tona, que família de prestígio ainda vai querer saber de você?”
Ele virou a tela para ela.
O rosto de Peggy ficou branco como papel.
O rosto do velho, o dela — cada detalhe repugnante estava nítido. Nada havia escapado.
Era o tipo de gravação que seria classificada como “fetiche perturbador” se fosse postada na internet — repulsiva até de se olhar.
Owen disse friamente: “Seu sonho de esposa rica termina comigo.”
Peggy não conseguiu dizer nada. Seu corpo, sua dignidade — tudo tinha acabado. Mas era isso — essa chantagem — que a gelava até os ossos.
Ele a tinha. Por completo.
Owen ergueu o olhar. “Então… ainda está pensando em chamar a polícia?”
Com a arrogância de Peggy apagada como um balde de água fria, Owen não via mais motivo para levá-la a sério.
Saiu do quarto dela e foi até o de Timothy.
Pela porta — entreaberta — Timothy podia ser visto desmaiado na cama, o cinto ainda aberto.
Owen entrou, sem se preocupar se ele acordaria no meio do ato e reagiria.
Agarrou o homem inconsciente pelos tornozelos e o arrastou para fora da cama como um porco morto. Mesmo quando Timothy bateu no chão com um baque alto, não se mexeu.
Owen continuou arrastando-o, passo a passo, escada abaixo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível