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A Filha da Alcateia (Aysel) romance Capítulo 426

Andi congelou por um instante. Então lançou um olhar venenoso para o motorista antes de fechar a porta do passageiro com um suspiro exagerado. Com um bico, pisou ao redor do carro e se jogou no banco de trás, braços cruzados, transbordando indignação.

O carro avançou, suave e silencioso como uma pantera, mas a tensão dentro dele era palpável.

Andi continuava lançando olhares furtivos para Riley, o nariz levemente franzido em desaprovação dramática. Riley, por sua vez, só podia oferecer um sorriso indefeso, sem saber se ria ou suspirava.

Duke limpou a garganta e falou com a autoridade de um Beta tentando conduzir um filhote particularmente indisciplinado:

— Andi, corte a atitude. Hoje à noite, seu único trabalho é proteger a aparência da Srta. Riley. Ela precisa estar impecável. Você é o único em quem o Alfa Lucien confia para isso.

Andi se endireitou, alisando uma ruga invisível na manga:

— Claro. Se estou envolvido, ela permanecerá radiante através de um furacão, quanto mais em um banquete nobre.

Riley não pôde deixar de rir de seu estilo, e a tensão diminuiu.

— Obrigada, Mestre Andi. Verdadeiramente. Eu não teria conseguido passar por esta noite sem sua ajuda.

Com isso, a postura de Andi se suavizou. Seus lábios se curvaram para cima, embora tentasse manter a habitual postura de superioridade.

— Hmph. Pelo menos você tem bom gosto. Siga o que eu digo, querida, e você superará todas as Lunas à espera naquele salão de banquetes.

Fora das janelas escurecidas, o mundo se transformou em riscos de prata e ouro enquanto o comboio Duskgrave acelerava pela cidade. Logo, o grande Rolls-Royce Lycan preto deslizou em direção ao Grand Celestia Hotel, o local mais luxuoso dos Territórios do Norte.

O veículo brilhava como obsidiana sob a luz da manhã, polido à perfeição, com o brasão da família Duskgrave gravado em prateado cintilante.

Quando o carro parou na entrada, toda a atenção se voltou para ele.

O ar tremeluzia de interesse enquanto as cabeças se viravam. Alfas, Betas e filhas nobres de matilhas prestavam atenção, interrompendo conversas para observar.

O motorista saiu primeiro, movimentos precisos e respeitosos, abrindo a porta traseira com uma mão treinada e suave.

O primeiro a sair foi Andi, com toda a graça teatral de um lobo de exposição de raça pura. Seus quadris balançavam, os olhos cintilavam, e ele claramente se regozijava nos olhares furtivos dos transeuntes.

Mas o evento principal ainda estava por vir.

Duke contornou o veículo com precisão elegante, estendeu o braço, postura perfeita, como escolta guerreiro designado à realeza.

Uma mão pálida e esguia emergiu do carro, e os murmúrios ao redor silenciaram instantaneamente. Cada respiração parou.

Então Riley saiu.

E foi como se a própria lua tivesse descido.

A luz dourada banhava sua figura, dourando as mechas delicadas que enquadravam seu rosto. Seu longo vestido brilhava como neblina matinal sobre pétalas de rosa, suave, etéreo e dolorosamente gracioso. As camadas transparentes tremulavam a cada sopro de vento, seguindo atrás dela como uma aura viva.

Cada passo dela exalava elegância, nem apressado, nem hesitante, mas deliberado e equilibrado, uma loba renascida das cinzas para ficar entre reis.

Suas sobrancelhas formavam arcos suaves de crepúsculo, e seus olhos, poças luminosas, continham tragédia e resiliência. Seus lábios, tocados por um tom de rosas selvagens, se curvavam num sorriso sutil, suficiente para roubar corações e silenciar o desprezo.

Suspiros se espalharam pela multidão reunida.

Vadia, pensou com ferocidade. Ela quer mais do que Lucien. Quer um lugar no topo. Quer todos eles. Cada nome nobre. Cada macho poderoso na sala. Está aqui para seduzir e abrir caminho para a linhagem.

Ao seu lado, a expressão de sua esposa era mais complexa.

Zara Vale franzia a testa, braços cruzados. Nenhum orgulho, nenhuma alegria. Apenas amargura.

Desde que Riley desaparecera, seu precioso filho Kael havia se desmoronado. Bebida, brigas e humilhação se tornaram rotina. Zara passara noites sem dormir preocupada por ele.

Não pela filha que rejeitara.

E agora, ver Riley ressurgir, não acorrentada, mas em seda, adornada com joias e glória, era demais.

Antes que alguém pudesse impedi-la, Zara avançou, abrindo caminho entre os nobres reunidos, levantando a mão em arco alto.

Com um rosnado, golpeou.

Um estalo agudo ecoou na entrada.

Suspiros se espalharam.

— Riley Vale! — gritou Zara, a voz afiada e cheia de veneno. — Você, sua pequena bruxa ingrata! Nós sofremos enquanto você dança por aí como realeza! Seu irmão quase morreu por sua causa!

Por um instante, o silêncio se estendeu, tenso e elétrico.

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