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A Filha da Alcateia (Aysel) romance Capítulo 630

Cinco anos depois…

A Matilha Stormridge havia ficado mais silenciosa nos anos desde a morte de Riley, mas dentro das paredes da propriedade Duskgrave, a vida ainda pulsava com calor.

Aurora Duskgrave já não era mais a pequena filhote que Lucien uma vez carregara para longe do perigo. Agora, aos nove anos, ela já era uma centelha de vida dentro da Matilha, seu sangue de lobo agitando-se cedo, suas lições na Academia Mooncrest preenchendo seus dias. Todas as manhãs ela trotava pelos corredores dos anos mais baixos com seus livros pressionados contra o peito, sua trança balançando, e todos os anciãos da academia sussurravam como ela estava se tornando o espelho de Riley Vale.

Durante cinco anos, a família Duskgrave tratou Aurora como sua jóia. A Matriarca Duskgrave a mimava com bugigangas de família e histórias de lobos na hora de dormir. Mia assava seus bolos de mel favoritos toda semana. Até os guerreiros endurecidos de Stormridge se suavizavam quando ela passava correndo por eles, sua risada ecoando pelos pátios. Para Lucien, ela não era apenas sua filha, mas seu voto feito carne: a única coisa no mundo que ele nunca falharia em proteger novamente.

Numa manhã cinzenta, Duke caminhou em direção aos portões de ferro do Bastille de Detenção de Lobisomens. Carmen estava esperando do outro lado. Os portões se abriram com um estrondo, e a mulher saiu para a luz do sol pela primeira vez em cinco anos.

Seus olhos se estreitaram contra o brilho, a incredulidade pintada em seu rosto. Ela se preparara para cicatrizes, para ruína, para a loucura cruel que quebrava a maioria dos lobos na prisão. Em vez disso, ela estava inteira. Cansada, sim, e mais magra do que antes, mas não quebrada.

A cada mês desses cinco anos, Mia e Duke estiveram lá para vê-la através das paredes de vidro, para lembrá-la de que não fora esquecida. Jace Hale vinha em dias raros, inclinando-se perto do telefone para contar sobre os campos de treinamento, sobre a política além das paredes, sobre Aurora aprendendo suas primeiras letras. Por causa da influência de Duke dentro de Stormridge, nenhum guarda ousara atormentá-la. Comparada a Riley, que suportara correntes e silêncio sem ninguém para visitar, Carmen fora abençoada.

Enquanto respirava o ar livre, o lobo de Carmen tremia de vergonha e gratidão. Riley sofrera sozinho. Eu tive pessoas. Ela não tivera ninguém.

Duke pôs uma mão firme em seu ombro. “Venha,” ele disse. “Mia está esperando.”

Na propriedade de Stormridge, Mia já corria escada abaixo antes que o carro parasse completamente. Ela colidiu nos braços de Carmen, e as duas mulheres se agarraram uma à outra, suas lágrimas encharcando os ombros uma da outra.

“Você está em casa,” Mia sussurrou, a voz quebrando.

“Eu não deveria estar,” respondeu Carmen roucamente, mas Mia balançou a cabeça com firmeza.

Então outra sombra se aproximou, alta e comandante. Lucien Duskgrave, com Aurora ao seu lado, veio cumprimentá-la. Carmen prendeu a respiração quando viu a criança.

Aurora correu para frente, lançando os braços ao redor de sua tia. “Obrigada tia,” ela disse com sua voz pequena e vibrante. “Obrigada por me trazer de volta há cinco anos.”

Os braços de Carmen se apertaram ao redor dela, lágrimas escorrendo livremente agora. O rosto de Aurora, a cada ano que passava, estava se tornando o reflexo de Riley. A curva de sua bochecha, os olhos brilhantes como tempestade - era como se Riley vivesse novamente através de sua filha. O lobo de Carmen uivava dentro dela, lamentando e grato ao mesmo tempo.

“Você cresceu tanto,” ela sussurrou, a voz tremendo. “Você é tão forte.”

Capítulo 630 1

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