Julia estendeu as mãos instintivamente para segurar o homem à sua frente.
— Lucas...
Ela chamou o nome de Lucas de forma inconsciente, com a mente vazia.
Lucas esticou a mão, tocou no rosto dela e sorriu.
— Que bom que você está bem.
Embora Lucas tivesse falado baixo, Julia mal conseguia ficar em pé.
Em um instante, seu nariz ardeu.
Lucas desmaiou. Ela ficou imóvel abraçando o homem de um metro e noventa, sem piscar.
— Cunhada, eu chamei o SAMU. Não chore ainda, o Lucas tem sete vidas!
Gabriel desligou o telefone e correu para ajudar.
Nesse momento, o gerente do hotel chegou com os seguranças.
Ao ver Lucas nos braços de Julia, o gerente do hotel quase teve os cabelos arrepiados. Se aquele homem se machucou no hotel deles, caso investigassem, o hotel iria fechar.
O gerente foi astuto e orientou os seguranças.
O som da ambulância ecoou. Gabriel observou Julia colocar Lucas na ambulância e então se virou para o gerente do hotel com um rosto sombrio:
— Leve-os para a delegacia e diga a eles o que aconteceu.
Afinal, Lucas era juiz e havia acabado de ser promovido. Ferir Lucas mudava tudo.
Além disso, com a personalidade vingativa de Lucas, a única coisa que esperava esse gordo era apodrecer na cadeia.
Antes de entrar na ambulância, Gabriel lançou mais uma frase de cara fechada:
— O resto, eu acerto com vocês quando voltar!
...
No hospital.
Julia estava encostada na porta da sala de cirurgia, com as roupas amassadas e manchadas de sangue.
Ela tinha tomado um pouco da droga no hotel que causava confusão mental, mas depois de ver Lucas se machucar e sentir o vento frio entrando pela janela aberta ao lado, já estava sóbria.
O rosto claro dela estava excepcionalmente quieto, como uma estátua. Em sua mente, só havia aquela frase: "Que bom que você está bem."
Ela acariciou o pulso instintivamente, onde parecia que ainda sentia o calor do homem.

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