O casamento deles, desde o início, foi por interesses.
Se não fosse pelas coisas da Família Cavalcante.
Provavelmente ela já teria insistido no divórcio há muito tempo.
Lucas estava prestes a falar quando Dona Helena ligou de repente. Ele falou de forma preguiçosa:
— Sra. Helena, quais são as instruções tão tarde da noite?
— Fale direito comigo, onde você aprendeu essa bagunça toda!
— A Julia está com você?
Lucas olhou para Julia e murmurou que sim.
— Vovô quer chamar vocês dois para virem sentar um pouco na Villa Valente, Dona Maria acabou de fazer a ceia.
— Tudo bem, vamos para aí imediatamente.
Julia ouviu as palavras de Dona Helena pelo telefone e também não teve objeções.
Meia hora depois, os dois chegaram à Villa Valente.
Lucas foi estacionar o carro, e Julia entrou primeiro.
Assim que ela chegou ao pequeno jardim, Clarice Albuquerque também chegou, e as duas ficaram frente a frente.
— Julia, você ainda está brava comigo?
— Agora a gente se esbarra o tempo todo, você afinal é a esposa do Lucas. Se a nossa convivência faz você se sentir desconfortável, peço desculpas.
— Você quis que eu fosse a encontros às cegas e eu também fiz isso.
— A Dona Helena agora tem dor de cabeça todo dia, nós, os mais jovens, temos que ser compreensivos com eles, não é?
Julia ouviu e riu em voz alta na mesma hora.
— Se você quer cumprir o dever filial, vá você mesma cumprir, o que está tentando forçar com essa atitude de dissimulada aqui?
— Pedindo desculpas abertamente, mas insinuando secretamente que você e Lucas são inseparáveis, certo? Por que não diz essas palavras na frente dele?
Julia já estava exausta de ser enojada por ela assim toda vez que voltava para a Villa Valente.
— Qual a graça dessa rivalidade feminina? Se gosta do Lucas, vá em frente e tente roubá-lo abertamente, de qualquer forma você já foi amante mesmo, já perdeu a vergonha na cara faz tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que Ele Esqueceu e o Filho que Nunca Conheceu