Assim que terminaram de falar, Letícia abriu a porta. Ela tinha ouvido a última frase e brincou:
— Mãe, não se preocupe com a Julia, ela já tem a resposta.
Dora a viu entrar e falou em tom impaciente:
— Tem coragem de falar da Julia? Você me dá muito mais dor de cabeça que ela.
— Não, mãe, que injustiça. O que eu fiz dessa vez?
Letícia apertou os olhos puxados, demonstrando certa análise e irritação.
— O velho foi fofocar com você?
— Ele me disse que você planeja casar e me pediu para te dar um conselho.
Dora não tinha nenhuma intenção de esconder.
Letícia soltou um xingamento mental.
Sabia que o velho só dizia que a amava, mas na hora de dividir a herança, queria estrangulá-la.
Ela ficou de cara fechada, parecendo pronta para comprar briga.
— O que ele falou?
— Mãe, o que você acha disso?
Dora olhou para ela com indiferença, sem se irritar.
— O que eu acho não importa, Leti. O que importa é o que você pensa.
— Sua mãe não é antiquada. Se você gosta mesmo do rapaz, então case.
Letícia olhou para a própria mãe com uma expressão mista.
— Você sabe com quem eu vou me casar?
— O que você acha?
Dora revirou os olhos.
— Com o gênio do seu pai, se ele me liga pedindo para impedir o seu casamento, com certeza falaria quem é o sujeito.
— Mas, se for o Lorenzo, eu não me oponho. Leti, as conexões entre as pessoas são muito frágeis.
— Se não quer perder a chance e quer segurá-lo, lute por isso.
— Qualquer problema, embora eu queira me aposentar, dou conta de te dar cobertura nisso.
Devido à sua personalidade, Dora raramente falava assim com Letícia.

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