POV OLÍVIA
Jorel Clifford era exatamente do jeitinho que sempre imaginei. E mal tinha chegado e já tinha a atenção de toda minha família. Olhei ao longe Gabe e meu pai conversando enquanto observavam o lago e me deu um pingo de esperança de que pudessem estar tendo uma conversa franca, onde meu marido dizia ao meu pai o que ele havia lhe feito no passado.
Eu podia estar longe de Gabe, mas sentia o olhar dele me queimando como uma tocha de fogo. Como aquele homem conseguia ter um poder tão grande sobre mim? Aquilo duraria para sempre? O amor fazia com que meus olhos não conseguissem desviar de onde ele estava? E era este sentimento tão grandioso que me deixava incerta e confusa, como nunca estive na vida?
A parte boa de estar com Jorel Clifford é que ele não insistia em me levar para o fundo do lago, testando meus medos. Aceitava meus limites e não me obrigava a vencê-los nem cogitava usar meus medos contra mim.
Fiquei ali bem menos tempo do que eu gostaria, porque me preocupei com meu pai e Gabe.
- Vamos para a areia um pouco? – Convidei Jorel.
- Claro! – ele me seguiu e não pude deixar de observar o que tinha no meio das pernas, coberto pela cueca vinho. Pelo visto o irmão de Gabe era bem dotado também. Mas meu marido ganhava de longe.
Assim que chegamos nas margens do lago, Gabe falou, entredentes:
- Ponha um biquíni! Você está de lingerie.
Levantei os braços para cima, preguiçosamente e mencionei, como se não tivesse o escutado:
- Que dia lindo! Tivemos sorte.
- Gabe a levou para andar de barco? – Jorel perguntou-me.
- Não – olhei diretamente para Gabe – Mas eu já viajei de barco. No entanto... Nunca subi numa moto aquática.
- Você não sabe nadar. – Gabe falou com fúria, como se aquilo fosse um crime.
- Mas há coletes salva-vidas, não é mesmo? – Jorel rebateu – Ou mentiu que não havia só para levar a outra e enquanto sua esposa apenas assistia sua diversão?
- Na verdade ele sequer me convidou – deixei claro – E fiquei bem chateada por não ter lembrado de mim, marido! – Olhei para Gabe, fazendo beicinho.
- Ok, vamos pegar os... – Gabe começou a falar.
Peguei a mão de Jorel e falei alto, para interrompê-lo, impedindo-o de terminar a frase:
- Me leva para andar de moto aquática, Jorel? Por favor! – Pisquei os olhos repetidas vezes, provocando.

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