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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 244

- Eu costumo chamá-lo de Kaylan, porque este é o nome dele.

- De onde você tirou um cara com este nome? – estreitou os olhos, de forma tão incisiva que me fez fitá-lo de forma concentrada, não conseguindo desviar o foco.

- Do mesmo lugar que sua mãe tirou um Jor-El, pai de Kal-El.

- Ok, eu ajudo você. Em troca faz a prova para mim.

- Tá brincando! Claro que eu não vou no seu lugar fazer a prova. Vou ensiná-lo a programar, seu idiota.

- Eu não consigo.

- Vai conseguir. Não consegue porque não sou sua professora.

- E se você escuta o podcast “Alice no país dos prazeres”, por que não pergunta a ela como conquistar um adolescente?

- Porque é um programa para maiores de 18. E eu ainda não podia participar.

- Sabe que você não precisa comprovar a idade, não é mesmo? É tudo por telefone... Voz.

- Eu estaria burlando as regras.

- Você é estranha, aprendiz de adolescente. Mas entendo... Até porque o programa do podcast “Alice no país dos prazeres” é sexual e não sensual. E para conquistar um garoto de uns 18, como imagino que seja o seu, precisa ser “sensual”.

- Eu não acho que seja totalmente sexual. – Contestei, incerta.

- Ok, episódio 121: Os sete erros dele na cama:

Não beijar

Pular as preliminares

Não gemer

Não lavar bem o pau

Não depilar

Achar que está num filme pornô

Achar que acabou só porque já gozou.

Fiquei encarando-o antes de começar a gargalhar. Eu ri até chorar. Jorel Clifford era ouvinte do podcast “Alice no país dos prazeres”. Fiel ouvinte!

- Qual o problema? – ele perguntou de forma séria – Vou te listar os sete erros das mulheres na cama.

- Hum, estou curiosa. Vamos ver o que “eu não devo fazer” quando estiver na cama com Kaylan... – Provoquei.

- Então... 1. Ficar calada... Nenhum homem gosta de transar com uma muda. 2. Falta de atitude. Odeio mulher que fica feito uma boneca inflável esperando pelo homem. 3. Fazer comparações. O seu pau é grande! O seu pau é magnífico, o do Fulano era do tamanho de uma salsicha... E torto. Cara, estou me fodendo para os paus que ela já provou. 4. Fingir que gozou. E acredite, mulheres são especialistas nisto. E sinceramente, jamais entenderei o motivo. Estou ali para fazê-las gozarem... Mas se fingirem, é impossível eu conseguir. Qual a porra do medo de levar uma hora até que consiga chegar ao clímax?

- Tem mais? – Perguntei de forma séria, já pensando em fazer um podcast com Jorel Clifford para homens.

- O 5. Não tocar no pau. O meu pau é a parte mais erógena do corpo. É o clitóris masculino. Toque meu pau, baby... E verá o paraíso.

- Deus que me livre!

- Estou brincando, aprendiz de adolescente - deixou claro – Não foi para você. 6. Chamar pelo nome do ex. Quem acredita que não é proposital? Eu não! Quem faz isto quer chamar a atenção. Eu já fui João, Pedro, Carlos... E fingi que não ouvi.

- E o 7?

- Não seguir as dicas de Jorel Clifford. – Piscou.

- Adorei o papo sexual, senhor Garoto do Podcast. Mas agora precisamos descer. Ou Olívia e Gabe me botarão de castigo.

- O beijo – ele disse – O beijo é alma do negócio. Você pode conquistar um homem com um simples beijo.

- Já foi conquistado com um simples beijo?

- Eu não sou um homem padrão.

- Não beija?

- Eu beijo... Beijo muito bem. Sou um expert.

- Como em tudo que faz, não é mesmo? – Não contive o sarcasmo.

- Sim, claro!

- E já foi conquistado com um beijo?

- Isa, entenda de uma vez: eu não me apaixono. Isto nunca acontecerá comigo.

Suspirei:

- Você não encontrou a mulher certa, Jorel. Eu também pensava assim... Até que conheci Kay. – Temi que saíssem corações dos meus olhos ao pensar nele.

- Você tem que olhar nos olhos dele, assim... – pegou meu queixo e me obrigou a encará-lo, fazendo com que eu conseguisse me ver dentro da cor âmbar de suas íris.

Senti um frio percorrer meu estômago quando Jorel se aproximou:

- Não pode rir...

- Eu não farei isto. – Garanti, tentando me conter.

- Já falou com ele alguma vez? – perguntou, com meu rosto ainda em seu poder.

- Sim... Uma amiga marcou um encontro – confessei, minha voz mal saindo enquanto o encarava, confusa.

- E ele foi? Já deram um grande passo! Se beijaram, então?

- Não.

- Mas... Por que não?

- Ele chegou e disse “Imagina se eu não tivesse vindo”... E eu respondi “Eu chamaria outro”. Então... Ele... Foi embora. – Meus olhos não desviam dos seus lábios, grossos, a barba por fazer me mostrando o quanto ele era diferente de Kay, que sequer tinha barba e sim uma penugem crescendo no queixo, que ele fazia questão de não raspar.

- Você foi... Uma garota bem má. – Ele riu, enquanto eu dava um passo para trás, me escorando na parede. – Não foi nada sedutora.

- Fui sincera.

- Não pode ser. Diga o que ele quer ouvir.

- Estaria sendo mentirosa.

- Ele gosta.

- Gosta? – Quando Jorel se aproximou, minha voz virou um nada.

O empurrei contra a parede, mudando nossas posições e pus meus cabelos para trás. Peguei seus ombros e desci levemente a alça do meu vestido, observando seus olhos descerem para o meu colo, tentando decifrar o que tinha por baixo. Toquei seus lábios com meu dedo e lambi os meus, sentindo o gosto do gloss de tutti frutti, que eu adorava. Jorel abriu levemente os lábios e eu disse, de forma provocante:

- Acho que sei seduzir, querido professor! Passei no teste? – Passei a língua novamente pelos lábios.

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