Olhei para Ernest a alguns metros dali. O homem olhava para o lago, contemplando a esposa e a filha mais velha. Nunca me senti tão ridículo na vida.
- Olívia, se me trair com Jorel...
- Não vou traí-lo, querido marido. Só farei o que fez com Rarith... Nada mais. Dormirei na mesma cama que seu irmão, andaremos de jet sky e de mãos dadas por aí.
- Não ouse!
- Não estou mais sozinha, Gabe. Meu pai ainda não está totalmente recuperado da surra que levou e ainda assim tentou me defender de você. Mas Jorel está preparado para qualquer coisa. Não vou mais deixar que me humilhe. Isto acabou aqui e agora, Gabe! Siga com a sua vingança, vá até o fim. Mas não me usará mais. Eu cansei.
Dizendo aquilo ela simplesmente saiu, me deixando ali, sozinho, pouco se importando com qualquer atitude que eu fosse tomar, como se eu tomasse a casa e os móveis do pai não fosse mais um problema. Mal ela sabia que Jorel não tinha onde cair morto e não a ajudaria em nada financeiramente. Ele dependia de mim, tanto quanto ela e os Abertton. E se meu irmão continuasse a se fazer de salvador dos fracos e oprimidos, eu diria a todos que ele se vendeu em troca de uma mesada.
Jorel retirou os calçados e a calça, revelando a cueca boxer preta por baixo, pouco se importando que todas as mulheres estavam ali.
- Não se importam, não é mesmo? – Sorriu olhando para elas – Eu não resisto a estas águas. São incríveis. E como estamos em família, não me darei ao trabalho de ir até o carro colocar uma roupa de banho.
- Não... Não nos importamos de forma alguma! – A aprendiz de adolescente respondeu, fixando o olhar no peito de meu irmão mais novo.
- Se quiser tirar tudo... Fique à vontade! – Olívia concluiu – Afinal... Estamos todos em família e ninguém se importaria.
Ela sequer olhou na minha direção. Jorel riu e foi em direção ao lago, parecendo bem confortável de cueca.
- Parece que sua esposa gosta do seu irmão! – A acompanhante disse de forma séria.
- Não pago você para falar. Cale a sua boca!
- Você chega a ser ridículo, Gabe!
- Desde quando lhe dei permissão para me chamar de Gabe? – a encarei.
- Mas... O chamei assim o tempo todo! – ela franziu a testa, confusa.
- Na frente de minha esposa isto era necessário... Quando ela não estiver próxima, você continua sendo uma garota de programa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I