POV GABE
“Olie”? Ele tinha mesmo chamado Olívia de “Olie”? E por que porra ela estava com os braços ao redor do pescoço dele? Tinham um caso? Há quanto tempo os dois filhos da puta me traíam?
Jorel veio na minha direção:
- Feliz dia, Gabe!
Afastei-me, não deixando que ele me tocasse:
- O que faz aqui?
- Como já expliquei, vim lhe dar os parabéns e comemorar seu dia ao seu lado. Convidei Aneliese para vir, mas como você sabe ela odeia este lugar.
- Vá embora.
- Não, eu não vou. Acabei de chegar. E sou o seu irmão.
- Quanta amargura, Gabe! – Olívia me criticou. E não, eu não vi um pingo de sarcasmo na sua carinha linda.
Ok, eu era seguro e autossuficiente na maioria das situações. Mas não lidava bem com o ciúme. E descobri aquilo desde que conheci Olívia. Não era uma prática ao longo da minha vida, já que nunca senti nada parecia com Mônica, a ponto de me deixar transtornado, certo de que seria capaz de matar qualquer um que cruzasse o caminho dela.
- Não irei embora. – Jorel deixou claro, retirando o blazer e jogando na areia.
Vi a aprendiz de adolescente saindo correndo da água em direção ao meu irmão, sorrindo como se ele fosse um ator de Hollywood.
- Jorel Clifford! – ela o abraçou, toda molhada e Jorel pouco se importou – O crush da minha irmã!
- De qual das duas? – Ele piscou os olhos, de forma engraçada.
- Das duas... Mas Olívia ganha de mil a zero de Rita. Acredita que ela tinha uma foto colagem de vocês dois, como um casal, na mesa de cabeceira desde os quinze anos?
- Olie, Olie... – ele olhou para minha esposa – Não me faça arrepender-me eternamente por não ter aparecido naquela igreja.
- Esperei tanto por você, Jorel! – ela o olhou e falou aquilo de forma tão sincera que chegou a me dar um embrulho no estômago – Mas infelizmente você não apareceu.
- Tive uns probleminhas – ele explicou diretamente a ela – Achei que estava apaixonado por uma mulher... Mas foi ilusão... Mais uma doce ilusão. Faz tempo que tento encontrar a pessoa certa. Mas no fim... Todas as mulheres são iguais.
- Minha irmã é diferente de todas as outras mulheres – A fedelha ofereceu Olívia – E sempre gostou de você. Quando brincávamos, ela sempre era sua esposa. Mas não tinham filho, já que ela não pode ter.
- Você não pode ter filhos, Olie? Por quê?
- Sou diabética. O nível mais caótico da doença. – Ela sorriu – Posso gerar, mas o parto seria de risco, mais para mim do que para a criança.

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