Sorri e levantei:
- Vou recusar o beijo que me prometeu também. Mas... – olhei para Rarith – Eu gostaria de vê-lo beijando-a.
- O quê? – Gabe arregalou os olhos.
- Fetiche! – sorri – Eu, você... E ela. O que acha?
- Você está louca?
- Nunca teve vontade de comer duas mulheres ao mesmo tempo?
Rarith sentou-se na sua espreguiçadeira e sorriu, parecendo interessada na conversa.
- Não, eu nunca tive vontade.
- Então fode ela. Eu fico olhando. E me masturbando.
- Você é doente, assim como a sua família! – ele me olhou com escárnio.
- E você um monstro! – Fiz um sinal com o dedo do meio para ele enquanto saía – Quero que você morra!
- Quer que eu morra? – ele gritou enquanto eu saía – Minutos atrás pediu um ménage e agora quer eu morra?
Vi meu pai, Rita, Isabelle e Rose indo em direção ao lado, sentando-se na parte das espreguiçadeiras e fui até lá.
Minha madrasta foi nadar com Isabelle e ficou eu, ele e Rita.
- Você sabia da amante dele? – Meu pai perguntou.
- Não sei se é amante de verdade ou se Gabe a trouxe para me fazer ciúme.
- Fazer ciúme? Que relação é esta entre vocês, Olívia? – Papai ficou preocupado.
- Nem eu sei, pai. – fui sincera – E... Enquanto der, eu vou aguentar.
- Vamos embora, Coração. Não precisamos passar por isto.
- Papai tem razão, Olívia. A gente dá um jeito. Amamos você e não queremos que sofra.
- E a casa? – pela primeira vez pensei em realmente abandonar tudo.
- Podem vir comigo para os Estados Unidos. Meu apart é pequeno, mas a gente dá um jeito. – Rita sugeriu.
- Tudo que eu quero é tirá-la daquele maldito país, Rita. Acha mesmo que eu iria para lá, viver às custas do dinheiro que ganha enquanto vende seu corpo?
- Pai, não seja hipócrita! – ela riu, com desdém – Quem é você para falar de prostitutas?
- Acha mesmo que não tenho medo que leve suas irmãs para este mundo horrível no qual você entrou?
- Não acredito que esteja dizendo isto! – Rita levantou e saiu dali, furiosa.
- Não está sendo nada gentil com Rita. – Falei, observando Gabe vindo na nossa direção, de mãos dadas com a mulher.
E que porra do caralho aquela visão! Doía feito uma queimadura na nuca. E na mesma intensidade de pontos caseiros, sem anestesia. A sensação que eu tinha era de que a lâmina da grade de ferro ainda estava no meu antebraço, o sangue escorrendo como se eu fosse morrer ali mesmo.
Sabia que tinha que ser rápida com meu pai, pois logo Gabe estaria ali e eu não tinha ideia das intenções dele naquele momento.
- Precisa perdoá-la, pai.
- Eu já perdoei. Mas não preciso aceitar. Há outros meios de ela ganhar a vida.
Não deu tempo de falarmos mais. Gabe chegou, ainda de mãos dadas com a tal Rarith.
- Teoricamente você está sendo infiel à minha filha. Ela pode pedir o divórcio. – Meu pai o fuzilou com o olhar.
- Sua filha não fará isto, porque você e sua família sanguessuga precisam da casa e dos móveis.
- Por quanto tempo acha que isto irá durar, Gabe? – meu pai perguntou – Por que não diz logo a porra que eu fiz e a gente resolve isto como homens, sem usar uma pobre garota inocente? Eu duvido que não sinta absolutamente nada pela minha filha! Eu o vi com ela ontem. E aquilo não foi uma encenação. Você estava feliz, caralho! – gritou – E qualquer idiota percebe que isto não está acontecendo agora, enquanto está com esta... Sei lá eu o que ou de onde você tirou esta mulher.

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