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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 91

- Não... Você não está grávida! – Papai me olhou atordoado, em busca de uma resposta.

- Não, pai, não estou. – Garanti – Gabe está somente falando de seu desejo de ser pai, mas não definimos nada sobre isto ainda.

- Embora não usemos nenhum tipo de método contraceptivo! – Gabe sorriu antes de beber o restante do vinho de sua taça, de forma irônica e provocante.

- Olívia... Você não pode ser tão relapsa com isto. É a sua vida! – Rita disse, preocupada.

- Eu estava naquela consulta quando o médico disse que não recomendava que você engravidasse – Isabelle estava com os olhinhos arregalados – E foi bem tenso. Já estava até me acostumando ao fato de que não teria sobrinhos.

- Como vocês são dramáticos! – Rose se intrometeu – Se eles querem ter um filho, que tenham! Quem se preocupa?

- Eu me preocupo – Rita disse empurrando o prato para frente, certamente sem intenção de comer mais devido ao rumo da conversa – Quer você goste, quer não, Olívia é nossa irmã!

- Pelo visto Rose é a única aqui que também deseja um bebê na família! – Gabe seguiu com as provocações.

Fiquei incerta se Gabe estava fazendo aquilo para atingir meu pai e toda minha família ou porque realmente tinha desejo de ser pai. Fazia meses que estávamos juntos e tínhamos uma ligação sexual intensa e perfeita. Mas não falávamos de vida pessoal, sonhos, passado, desejos para o futuro. Aquele dia em específico foi o único que tocamos na família de Gabe e sua infância e um pouco da minha vida antes dos dez anos de idade. Eu nem tinha contado ainda sobre as minhas cicatrizes!

- Bebês são vida! – Rose sorriu na direção dele.

Qualquer coisa que Gabe falasse, minha madrasta concordaria. Ela só queria ter qualquer tipo de ligação com ele para se beneficiar de alguma forma. Me perguntei se Rose dormiria com Gabe, caso ele lhe propusesse.

- Bebês não são vida quando podem tirar uma. – Meu pai olhou para a esposa de forma séria.

- Pense pelo lado bom, Gabe, pelo menos você não precisará fazer DNA – Rose levantou os ombros, bebendo o restante do vinho de sua taça – A não ser, é claro, que passe pela sua cabeça que sua esposa possa ter herdado os genes da mãe! – Sorriu.

- Não estou grávida e por hora não ficarei – garanti, olhando diretamente para Rose – Mas caso Gabe quisesse fazer um teste de DNA, eu não me preocuparia. O fato de minha mãe ter sido uma prostituta não significa que também serei uma. Não é questão de genes!

- Já cheguei a me perguntar como funciona esta questão de “herdar” genes, DNA... Porque porra, a família de vocês é totalmente envolvida nestas questões de prostituição. Espero que meu Chuchu aqui não pense em vender o corpo por dinheiro, ou eu ficaria bem puto com ela. – Gabe me puxou, dando-me um beijo no rosto.

Encarei Gabe, incrédula. Ele estava mesmo dizendo aquilo na frente da minha família? Realmente pensava que eu poderia me prostituir só porque minha mãe fez isto no passado?

- Ela já não o fez? – Rose riu, com sarcasmo – Afinal, quando ela dormiu com você houve interesses por trás, não é mesmo?

Franzi a testa, encarando-a, perplexa.

- O interesse foi manter a nossa casa e móveis no lugar – Isabelle foi quem respondeu à própria mãe – Casa esta que você mora e vive. – Acusou.

- Casar comigo foi um sacrifício, Chuchu? Achei que você estava contente! – Gabe seguiu com o sorriso sarcástico, me destruindo por dentro.

- Sacrifício? – Rose gargalhou – Olívia não foi obrigada a fazer nada. Fez porque quis. Eu estava lá quando o pai dela disse: “Procuraremos uma solução”. Ela mais que depressa não quis esperar, porque tudo que queria era cair nos braços de Jorel Clifford.

- Acabou casando com o marido que não queria! – Rita olhou diretamente para Gabe, num momento de revide.

Gabe ficou sério. Só eu sabia o quanto ele era possessivo. E eu gostava daquilo. Mas aquela conversa estava ficando bem tensa e eu não sabia onde iria parar.

- O que acha sobre casamentos, Rita? – Gabe perguntou.

- Uma droga! Você num dia está feliz e no outro é obrigada a dormir com um babaca que nem gosta e ainda ter que lhe dar um filho... Tudo por conta de meia dúzia de tijolos e móveis velhos!

- Não achei que pensasse diferente – Gabe levantou a taça e o empregado encheu-a com mais vinho – Afinal, sabe muito bem o que é dormir com babacas.

Engoli em seco e meu pai levantou:

- Pare de ofender as minhas filhas! Chega! – Gritou.

- Acha que eu as ofendo? – Gabe fez semblante de chocado – Fala isto porque não ouviu sua própria esposa falando da filha mais velha.

Rose o olhou imediatamente:

- Não tivemos esta conversa! – Se defendeu.

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