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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 9

- Coração, prefiro morrer a vê-la casada com aquele desgraçado que a fará sofrer pelo resto da vida. Gabe Clifford não tem coração. E Jorel Clifford só pensa com o pau. Ele já comeu todas as mulheres do país que tem uma conta com mais de três dígitos. É um jogador viciado e um homem que não tem nenhuma qualidade. Vive das migalhas do irmão. Foi capaz de jogar uma herança bilionária fora.

- E desde quando você se preocupa com fidelidade, Ernest? – Rose riu com ironia e não tirei a razão dela.

Meu pai abaixou a cabeça, arrasado. Sim, ele tinha errado no passado, mas por que cobrar aquilo a vida inteira? Rose perdoou e quando tomou aquela decisão devia ter feito de coração e não da boca para fora. Todos, absolutamente TODOS os dias ela o lembrava da traição, da qual eu havia nascido.

- Eu mesma não me importo com traição – dei de ombros e sorri – É Jorel Clifford! Eu casaria com ele mesmo que não precisasse ser a única forma de salvação da nossa família – deixei claro.

- Coração, não estamos falando daquele rapazinho que você idolatra por conta das postagens nas redes sociais. Você já tem 21 anos. Precisa entender que vai muito além disto. Sofrerá, minha filha. Não terá um marido. Jorel seguirá a vida e Gabe Clifford deixou isto muito claro. Eles querem me destruir e eu nem sei ao certo o motivo.

- Desde quando você é alguém para Gabe Clifford querer destruir? – Rose descartou a possibilidade – Ele só quer uma esposa submissa para o irmão e certamente viu Olívia em algum lugar e a achou a pessoa perfeita para isto.

- Fui submissa por muito tempo – expliquei a ela – Não sou mais uma menina que todos podem manipular e obrigar a fazer o que querem. Estou escolhendo casar com Jorel e isto é por meu pai e minhas irmãs – deixei claro que o nome dela não estava incluído – Ser submissa é uma coisa. Abrir mão de algumas coisas em nome de quem se ama é outra. Ou seja, não sou submissa a papai e minha família e sim os respeito e amo o suficiente para fazer pequenos sacrifícios em troca da felicidade deles. Casar com Jorel Clifford é uma decisão que requer muita sabedoria para se tomada. E eu não aceitaria se não tivesse certeza que posso mudar o playboy mais amado de Noriah Norte – não contive o sorrisinho ao lembrar daquela carinha dele de “menino travesso” em todas as fotos nas quais posava.

- Não... – Papai tentou fingir que não concordava, mas nos olhos dele percebi que estava aceitando minha explicação.

Peguei o celular do bolso dele:

- Ligue para Jorel. Casarei.

Rose me abraçou. E sim, foi o primeiro abraço desde que a conheci, quando eu tinha dez anos de idade. Se foi sincero? Claro que não. Mas era melhor me dar um abraço do agradecimento do que morar debaixo da ponte não tendo nem onde guardar suas bolsas de marca.

Se aquilo era loucura? Sim, era. Quem, com todas as opções de mulheres do mundo para casar escolheria a mim? Eu não era feia, mas não tinha nada que pudesse me destacar de outras pessoas a não ser a diabetes tipo 1, escrever uma biografia de mim mesma e o otimismo que fazia parte de todo o meu ser. Era o tipo de pessoa que sempre via o copo “meio cheio”. E tinha um bom coração porque acreditava que era a única forma de tocar as pessoas.

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