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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 10

Indo na contramão de minha madrasta e minha irmã caçula, não usei para o evento em que conheceria meu futuro marido algo de marca reconhecida e confiável, optando pelo que fazia meu estilo.

- Laranja? – Rose disse, inconformada, quando descemos do carro em frente à residência dos Abertton – Quem usa roupa laranja num evento para conhecer o irmão do homem mais rico do país?

- Laranja é o novo nude! – Tentei conter o riso.

- A parte boa é que Olívia fica bem com qualquer tom. – Isabelle, como sempre, me defendeu.

- Realmente está linda, Coração! – papai pôs o braço sobre meu ombro, fazendo questão que eu entrasse praticamente “protegida” por seu corpo.

- Nas revistas de moda a foto chamará muito a atenção para você, por conta da cor. – Rose seguia incomodada com meu look.

- Queria que você fosse a atração principal, mamãe? – Isabelle riu de forma debochada – É Olívia que vai casar.

- O tom é horrível! Desta vez nem é querer os holofotes para mim, juro!

Antes de chegarmos à porta principal, que devia ter uns seis metros de altura e largura, o mordomo estava à nossa espera, vestido de forma totalmente tradicional.

A mansão Collins na capital era graciosa, para não dizer “esplendorosa”. Linda, perfeita, parecia até de mentira. Mas eu tinha certeza de que ninguém além dos funcionários moravam ali, porque não havia sinal de vida... A não ser a que pulsava no meu coração, ansioso por conhecer o homem mais lindo do mundo: Jorel Clifford.

Fomos encaminhados para uma sala gigantesca, com o teto tão alto que parecia a torre de um castelo. E lá estava o meu sonho: “Jorel Clifford”. Queria que meu coração não entregasse toda ansiedade que eu sentia por aquele momento. Mas era impossível, porque ele batia descontroladamente.

Não sei se por conta do nervosismo daquele encontro ou pelo fato de não termos mais um móvel dentro de casa e eu estar sendo usada praticamente como moeda de troca para que meu pai não fosse jogado literalmente na sarjeta, mas meu sangue parecia implorar por açúcar, mesmo já tendo tomado minha dose diária de insulina.

Os Clifford vieram na nossa direção e meus olhos não conseguiram desviar dos de Jorel. Deus, era verdade! Eu tocaria no meu sonhado ídolo sarado e gostoso. E aquele sorriso lindo e exuberante que ele carregava no rosto era para mim?

Os cabelos castanhos escuros eram curtos e cortados num corte moderno. Estavam bem penteados e lisos, mas eu já o tinha visto algumas vezes com os fios mais soltos, que os deixavam levemente encaracolados. Os olhos eram acinzentados, mas nas fotos pareciam castanho claro. Gostei mais do que eu via pessoalmente. Não me decepcionei com a cor, pelo contrário, amei. O olhar era expressivo e dócil. Ele devia ter quase 1,80 metros. Mas comparando com meu pai todo mundo era baixo. Usava um terno Stuart Hughes certamente feito sob medida. E senti um calor emanar do meu corpo ao imaginar o que havia por debaixo daquele monte de tecido.

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