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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 89

- Vamos sair então. E pedirei que sirvam o almoço.

Enquanto eu ia em direção à margem do lago, com ela ainda grudada ao meu corpo, segurando com força, confiando que eu jamais a deixaria se afogar, senti-me bem de alguma forma. A presença de Olívia fazia os dias passarem mais rápido e serem menos tristes ou entediantes. Desde que ela tinha surgido na minha vida, tudo virou de ponta cabeça. Ela conseguiu até fazer com que eu perdesse uma das reuniões mais importantes do ano, por ter contratado garotos de programa para minha casa.

No entanto eu sabia que tudo que Chuchu queria era chamar a minha atenção e me punir de certa forma pelas coisas que eu lhe fazia. Ela era uma incógnita... A minha mais doce incógnita. A mulher que vendeu o relógio que ganhei de Mônica e ainda assim estava viva... E mais que isto... Nos meus braços.

Quando chegamos na margem, ela ainda estava junto do meu corpo como se tivesse pares e pares de pernas e braços, me deixando com a sensação de ter saído do lago com um polvo de água doce grudado a mim. E eu nem sabia porque tinha um sorriso no rosto ao tê-la daquela forma. Porém o sorriso morreu nos meus lábios quando vi Ernest a alguns metros de nós, esperando que saíssemos.

Como Olívia estava de costas para ele, ainda com as pernas enganchadas nos meus quadris, a cabeça deitada no meu ombro enquanto me envolvia com seus braços, fui em sua direção. Eu sabia o quanto Ernest a amava. Mas ela me pertencia. Cada pedacinho da filha preferida dele era meu. E em breve eu teria todo o coração de Olívia Chuchu Clifford.

Paramos frente a frente, eu em vantagem, por tê-la por inteiro grudada a mim.

Ela levantou a cabeça e olhou para trás, como se tivesse sentido a presença do desgraçado mesmo sem vê-lo. Então soltou-se do meu corpo e foi até ele, abraçando-o.

Enquanto Ernest a tinha em seu domínio, com a cabeça em seu peito, nos encaramos, como se Olívia fosse um troféu em disputa.

Ela soltou o pai e disse:

- Estou com fome. Preciso provar mais uma daquelas entradas.

Dizendo aquilo Chuchu se foi, como se tivesse a real pretensão de me deixar sozinha com Ernest.

- Você é bom com ela. – Ele me disse, pondo as mãos no bolso.

- Ela é boa de cama! Merece alguns benefícios vez ou outra.

- Não fale assim! Estamos tratando da minha filha. – A voz dele foi calma.

- Meu objeto preferido de prazer. Fode feito ninguém e nem preciso pagar mais por um boquete. – Sorri.

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