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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 82

Rita me cumprimentou de forma polida, em nada lembrando a mulher que veio de outro país vestida como uma puta para me seduzir no jantar “em família” que marquei quando queria propor o casamento de Jorel e Olívia.

A aprendiz de adolescente passou por mim como se eu fosse parte da paisagem... Aliás, para a paisagem ela se deu ao trabalho de olhar e para mim não. E entrou na casa sem sequer ser convidada, com aqueles olhos curiosos exatamente iguais a uma pessoinha que eu conhecia muito bem.

Ernest? Bem... O filho da puta estava frente a frente comigo, com o braço sobre os ombros da “minha” mulher. Nossos olhos se encontraram e fiquei incerto se conseguiria conviver com aquele homem sob o mesmo teto que eu. Era minha chance de testar meus nervos e força. Se aguentasse aquilo, seria capaz de qualquer coisa.

Mas eu tinha um bom plano, organizado há muito tempo. Então valeria o sacrifício, já que Ernest Abertton sairia dali sabendo que seu bem mais precioso poderia estar em apuros, num relacionamento tóxico e totalmente fora do convencional. E dentre as certezas que eu tinha na vida, que não eram poucas, uma era que minha esposa além de ser obcecada por sexo, estava apaixonada por mim, embora eu achasse que ela morreria sem admitir.

- Cumprimentem-se, garotos! – Olívia pediu, com um sorriso.

De novo aquela porra de segurança que vinha dela, como se alguns dias de sexo fossem suficiente para que eu abrisse mão de tudo por conta de uma boceta.

Mas ok, eu tinha o convidado. E começar com as grosserias no primeiro dia poderia fazer com que Ernest escapasse pelas minhas mãos, indo embora. Ele estava ali e aquilo por si só já era uma vitória. Era só seguir o plano. E tudo seria perfeito. Claro que não seria dado como fim e sim como o início da dor daquele homem.

- Seja bem-vindo, Abertton. – Não estendi a mão na direção dele, sendo incapaz de fazer aquilo.

- Ficamos muito felizes com o convite, Gabe. – Rose fez questão de dizer, como se fôssemos íntimos.

- Melhor convidá-los para minha casa no lago do que tirar a de vocês, não é mesmo? – Pus as mãos no bolso.

- Ei, eu vou ter um quarto só para mim? – A aprendiz de adolescente perguntou, olhando na minha direção enquanto voltava de dentro da casa.

- A casa tem 12 quartos. Contando o número de pessoas presentes, acho que você pode ficar com um, fedelha.

- Eu não sou fedelha! – ela arqueou a sobrancelha, a testa franzindo em tom de fúria – Vou pegar o maior então!

- Não ouse! – Falei entredentes.

- Gabe! – Olívia pegou minha mão – Ela é só uma criança! – desvencilhou-se do pai e veio na minha direção, abraçando-me com um sorriso.

- Uma criança bem grande e inconveniente! – deixei claro.

- Fedelha ou criança grande? Se decida, reizinho!

Reizinho? Aquele projeto de gente me chamou de “reizinho”?

- Senhor, os quartos estão todos prontos e estou preparando o almoço – A mulher que cuidava da casa avisou.

- Entrem, por favor! – Dei um passo para trás, deixando a entrada livre para todos.

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