Eu ri:
- Uma fera nunca recua.
- Não sou uma fera, Chuchu! E você não parecia ter medo de mim quando casamos.
- Realmente não tenho medo “de você”, Gabe. Mas tenho medo “por você”. Não quero que se machuque.
- Não vou me machucar. Eu não tenho um coração, meu Chuchu!
- E eu sou boa o bastante para deixar o meu bater e fingir que não existe dentro de mim.
- Não torne isto uma disputa de egos, porque não é.
- Sei que é uma vingança. Meu pai o alvo e eu a flecha.
- Aceite que dói menos.
- Ok, eu aceito uma trégua. Mas depois não diga que não avisei, Gabe. Quando isto acabar, você não saberá mais viver sem mim.
- Vamos aproveitar enquanto dura. Se não temos coração, nenhum de nós se magoará, não é mesmo?
- Você sabe meu ponto fraco... Mas não sei o seu.
- Então eu deixo claro qual é: Rarith. Isto a deixa mais tranquila para brincar sem ter a sensação de ser passada para trás?
- Rarith Clifford?
- Não, Rarith minha amante.
- É impossível ter duas pessoas com este nome! – ri, não me contendo.
- Quer pagar para ver?
- Me apresentaria sua amante?
- O que você acha, Chuchu?
- Acho... Que se você fizesse isto, eu ficaria bem furiosa. E teria que me vingar de você.
- Como? Pagando garotos de programa para fodê-la dentro da minha casa? – lambeu o meu pescoço, a voz saindo quase num sussurro enquanto eu sentia minha boceta implorando por ele, isto em questão de segundos.
- Eu aceito a trégua. Em troca me dê uma aliança decente... E um beijo.
Gabe riu, descendo os lábios pelo meu ombro, deslizando a tira do vestido:
- Eu faço isto... Em troca me devolva o relógio que vendeu.
- Já vendi... – soltei minhas mãos das dele e toquei sua nuca, arqueando a cabeça para trás enquanto ele retirava meu seio para fora do sutiã, descendo o tecido do vestido que encobria aquela parte – Não posso pegar de volta... Nem tenho dinheiro para recomprar.
- Você recebe um salário, Chuchu! – sorriu, provocante, antes de começar a chupar meu mamilo com voracidade, fazendo-me gemer.
- Eu não recebo tanto assim, chefe!
- Eu pago o valor do relógio... E você o pega de volta para mim, Chuchu. O que acha? – mordiscou levemente a lateral do meu seio, fazendo meu corpo estremecer.
- Por que isto é tão importante para você?
- Ganhei da minha mamãe... Que morreu!
Senti meu estômago contrair-se. Como pude ser tão descuidada e ter pego algo que tinha um enorme valor sentimental para Gabe? Agora eu entendia o motivo de toda garrafa de uísque ter sido consumida e a raiva visível que ele teve de mim.
- Como era a sua mãe?
- Como era a sua? – rebateu.
- É complicado falar da minha mãe... Com você... Chupando-me. – Ri.
- Então não vamos falar das nossas mães neste momento, ok?
- Ok.

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