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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 77

POV OLÍVIA

Quando acordei naquela manhã tinham várias mensagens no meu celular:

Número desconhecido às 00:34: Você já dormiu?

Número desconhecido às 01:29: Você está bem?

Número desconhecido às 03:03: Tomou seus remédios?

Número desconhecido às 04:01: Rarith adorou você. Fiquei feliz.

Número desconhecido às 04.55: Não esqueça de colocar o alarme do celular para despertar, pois não pode se atrasar.

Número desconhecido às 06:00: Acabei de falar com a nova cozinheira e ela me disse que fez um curso de Smoothies com baixo índice glicêmico e começará a fazer para o seu desjejum.

Me flagrei sorrindo enquanto digitava:

Olívia: Com quem estou falando?

Olívia: Devo salvar este número?

Olívia: Dormi a noite inteira.

Olívia: E estava bem.

Olívia: Meus remédios são pela manhã.

Olívia: Também gostei de Rarith.

Olívia: Se você ficou feliz ou não, tanto faz.

Olívia: Botei o celular para despertar antes de dormir.

Olívia: Converso com a cozinheira todos os dias e inclusive lhe dou dicas.

Olívia: Sei me virar na cozinha e entendo bem da minha dieta.

Joguei o celular na cama, fui tomar um banho e desci para fazer o desjejum. Incrivelmente naquela manhã tinha uma infinidade de coisas para comer. Não que nos outros dias não houvesse, mas a cozinheira visivelmente estava tentando me agradar (ou engordar).

Será que Gabe sabia o que tinha acontecido na casa de sua irmã? Teria Rowan contado e Gabe se arrependeu de ter me levado?

Respirei fundo e fechei os olhos, sentindo uma leve dor de cabeça. A situação da noite anterior não me saía da cabeça. Eu nem sabia o motivo ao certo, mas me atingiu feito um raio, dentro do coração. Havia jurado para mim mesma que nunca voltaria ao passado e desde aquele casamento o revivi mais do que os últimos dez anos inteiros que estive na casa de meu pai.

Ernest Abertton me protegia. Ele me amava e me dizia aquilo todos os dias. E me deu uma segurança que jamais tive antes. Mas por algum motivo Gabe odiava o meu pai. E eu duvidava que tivesse algo a ver comigo. No entanto eu era a forma de meu marido atingir meu pai, a pessoa que eu mais amava no mundo.

Quando cheguei na Clifford naquela manhã Ingrid já estava em sua mesa.

- Bom dia! – Cumprimentei enquanto ia para o meu lugar.

- Amarelo? – ela me analisou de cima abaixo – Aqui usamos preto. Risca de giz também é aceito vez ou outra. E quando quiser ousar, pode apostar num azul marinho.

- Gosto de cores. E adivinhe? Como em “Garotas Malvadas”, nas quartas-feiras eu uso rosa. – Pisquei – E não costuma ser rosa bebê ou envelhecido.

Liguei o computador e estava sentando na cadeira quando a outra secretária chegou quase correndo, apressada sentando em seu lugar. A porta do elevador privativo se abriu e Gabe chegou, deixando que seu cheiro masculino tomasse conta de todo o ambiente, certamente envolvendo não só a mim, mas a todas as mulheres presentes.

O olhei e deparei-me com aqueles olhos azuis caribe nos meus. Senti todo meu ser estremecer e naquele momento eu soube que estava mais que fodida. O iceberg tinha atingido em cheio o Titanic e as pessoas já começavam a saltar para salvar suas vidas. O navio partir ao meio era questão de tempo. Embora quase ninguém acreditasse que aquilo aconteceria, era inevitável.

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