Fiquei praticamente cego de ódio. Peguei Olívia e joguei-a sobre o meu ombro, levando-a dali para um lugar o qual eu não sabia. Tudo que eu queria era escondê-la de todo o mundo... E me esconder junto, depois de todo o vexame que ela havia me feito passar.
Chuchu foi indicando o caminho, enquanto o queixo batia nas minhas costas durante o movimento que eu fazia com seu corpo ao caminhar. Não parecia estar nenhum pouco abalada com a situação.
Li na porta SALA DO CAFÉ e quando a abri deparei-me com duas mulheres, que deram um sobressalto ao me ver, apavoradas.
- Saiam daqui, agora! – gritei, fazendo com que desaparecessem da minha vista em segundos.
Pus Olívia sobre o balcão, ao lado da máquina de café e encarei-a:
- Vou matá-la! – Falei entredentes, devagar, saboreando cada palavra como se realmente pudesse exterminá-la da minha vida.
Ela pegou minha mão e pôs em seu pescoço. O olhar era fixo no meu, convidativo, provocante, cheio de intenções.
- Eu gosto assim... – A voz soou lânguida, num gemido que me fez arrepiar o corpo totalmente.
Fui apertando a garganta dela enquanto empurrava suas costas em direção à parede. Quando não havia mais para onde ela escapar (e ela não queria mesmo fugir dali), murmurei, para mim mesmo:
- Você é... Louca!
- Louca por você, marido! – Sua voz estava fina por conta dos meus dedos em sua garganta.
- Desgraçada! – Passei a mão livre pelo seu colo, descendo enquanto arrebentava todos os botões do vestido até alcançar seu sutiã, os olhos sem sair dos castanhos claros que já me soavam tão íntimos e conhecidos.
Ela sorriu. Sim, a filha da puta sorriu, com aquela boca provocante, que me fazia querer beijá-la até o mundo acabar.
Soltei sua garganta e puxei as laterais do vestido, arrancando o restante dos botões, que caíram no chão fazendo uma sinfonia... Do desejo e prazer. Então admirei minha esposa só de calcinha e sutiã, com os seios perfeitos parecendo implorar por serem beijados.
Fiz o movimento inverso e agora puxei-a com firmeza pela cintura, fazendo-a chegar a mim. Então finalmente senti o sabor do seu pescoço, com o já tão familiar cheiro do seu body splash que tinha gotas de glitter e faziam sua pele brilhar levemente, como se tivesse nascido daquele jeito.

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