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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 56

POV GABE

Eu sabia que Olívia estava ao meu lado na cama e tinha medo de abrir os olhos e ela estar acordada, achando que éramos um casal.

Fingiria para mim mesmo que tudo foi por conta da bebida e diria à ela que eu não lembrava de nada. Aquilo não só a magoaria, mas a faria se sentir péssima de cama.

No fim, tudo aconteceu como deveria ser... Olívia vendeu o relógio que ganhei de Mônica e me fez ficar puto, tanto que bebi e decidi fazer sua vontade e fodê-la. E não foi difícil perceber que Chuchu me desejava ardentemente, que implorava pelos meus beijos e toques. E talvez aquela fosse a melhor tática para seguir em frente: fazê-la se apaixonar. Uma pessoa apaixonada era fácil de ser magoada e machucada.

E de quebra eu iria ainda mais longe... Faria um filho nela. E quando a criança nascesse me divorciaria e tomaria a guarda, destruindo Olívia e consequentemente o paizinho que a amava mais do que tudo.

Foi preciso que Chuchu se desfizesse do que eu tinha de mais importante para que eu entendesse que aquilo não era uma brincadeira de gato e rato que ela parecia comandar. Era hora de dar as cartas e o golpe final.

Naquela rodovia eu não deixei só a mulher que amava, mas também o filho que ela carregava no ventre, sangue do meu sangue. Não existiria melhor vingança do que tirar dos braços da filha de Ernest o seu neto bastardo, o neto que ele jamais conheceria ou tocaria. Ele levou meu filho e eu levaria o seu neto. E eu estava disposto a pagar qualquer preço por aquela vingança, inclusive fazer uma criança minha vir ao mundo, a qual certamente eu não conseguiria ter sentimentos por ser fruto da minha vingança, do ódio que eu sentia pela família Abertton, incluindo sua mãe.

E se tudo desse certo, a criança nem nasceria. Olívia e o filho morreriam no parto!

Levantei da cama devagar, mal me movendo para que ela não acordasse. As janelas não estavam totalmente abertas e a luz do sol entrava pelas venezianas que não haviam sido fechadas na noite anterior.

Foi quando me deparei com o corpo dela, de costas. Dei um passo para trás, atordoado, quase caindo. E não, não era por conta das cicatrizes, uma nas costas e outra na nuca exposta, já que os cabelos castanhos dela caíam em ondas pelo travesseiro, como se estivessem posando para uma foto.

Caralho... Ela estava toda roxa. E o lençol... Ensanguentado. Voltei em direção à cama, atordoado, com a mão na direção de Olívia, pronto para acordá-la e levá-la imediatamente para o hospital. Então parei... Assustado... Sentindo uma dor no coração que eu achei que não tinha.

Chuchu era virgem. Ela não tinha mentido. O sangue escuro estava em parte dos lençóis brancos, provando que aquela garota... A minha mulher... Nunca havia sido tocada antes.

Não tive nenhum cuidado com ela, mesmo tendo pedido. Porque eu era um filho da puta, sem coração, que merecia morrer naquele exato momento.

Dei a volta na cama e avistei seu rosto com semblante descansado sobre o travesseiro, como se fosse um anjo. Os lábios levemente entreabertos, num leve sorriso. Me flagrei sorrindo ao vê-la daquele jeito, porque minha esposa era tão alegre que não me impressionava que sorrisse até dormindo.

Linda... Ela era tão linda quanto insuportável. Nada inodora, nada insípida...

Passei os dedos nos meus lábios, sentindo o gosto doce da sua boceta. Meu pau já começava a se direcionar para o corpo dela, querendo consumi-la mais e mais, fazendo com que eu temesse nunca mais conseguir me desvencilhar daquela mulher, ficando viciado em cada centímetro de sua pele, naquela boceta perfeita que nunca ninguém tinha provado antes de mim.

Olívia foi a primeira virgem com a qual eu transei na vida. Mônica não era virgem quando nos conhecemos. E um dos motivos de eu ter me apaixonado por ela foi exatamente a sua experiência com relação ao sexo, mesmo tendo somente 18 anos, minha mesma idade na época.

Depois dela eu só comi mulheres pelas quais paguei. Nunca mais me interessei por nenhuma outra a ponto de querer fazer o esquema completo: jogo de sedução, talvez um jantar antes e depois a cama. Não queria ninguém acordando ao meu lado, tirando minha intimidade. Até que apareceu Olívia. E o processo foi todo ao contrário: casamos e fomos transar depois eu ter aguentado por quase três meses.

Se eu soubesse o quanto ela era gostosa teria feito antes... Muito antes.

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