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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 54

Passei meus braços em torno do pescoço de Gabe e tentei beijá-lo, mas ele não permitiu, jogando a cabeça para trás.

- Quer sentir meu gosto, Olívia?

Assenti, de forma inocente. Gabe me entregou a garrafa de uísque que estava ao lado da mesa de vidro, com algumas gotas de resquício do líquido âmbar e disse de forma autoritária:

- Beba... E passe a língua onde pus a minha boca.

Abri a boca e deixei que a sobra do líquido caísse na minha língua e senti o sabor amargo, fazendo careta. Eu raramente tomava bebida alcoólica por causa da minha doença. Mas aquela era diferente, porque tinha o gosto de Gabe. Depois que engoli, passei a língua no gargalo, de forma provocante, enquanto meus olhos não saíam dos dele. Não tinha certeza se meu marido me deixaria chupá-lo, então simulei um boquete com a garrafa de uísque, sabendo que poderia daquela forma também me preparar um pouco para algo que nunca fiz na vida, mas sonhava conhecer.

Com uma mão, Gabe abriu o zíper da minha calça e enfiou os dedos sob a calcinha, tocando minha boceta, fazendo-me arder como se estivesse queimando, tanto por dentro, quanto por fora. Gemi, ainda com a garrafa na boca, e com um dedo meu marido vagarosamente explorou todo meu espaço escondido sob o tecido, como se fosse um aventureiro desbravando a mais escura e densa floresta, que queria engoli-lo.

Aquilo não era bom... Era simplesmente espetacular. Por que meus próprios dedos não tinham toda aquela habilidade? E porra... Gabe sabia exatamente onde ficava o meu ponto de prazer, me provocando enquanto o explorava como se fosse um brinquedo que brincaria até que se quebrasse.

Deixei a garrafa de lado e Gabe pegou-a de novo:

- Chupe! – ordenou.

Segui fazendo um boquete na garrafa de uísque, meu corpo praticamente se amolecendo todo devido aos seus toques na minha área íntima.

Podemos ir sem pressa? Pode me ensinar tudo que sabe, Gabe? Posso sentir cada pedacinho do seu corpo com a minha língua? E quando terminar podemos começar tudo de novo? Amanhã vou vender sua coleção de relógios, dos Rolex aos Patek Phillippe, dando uma passadinha pelos Audemars Piguet.

O segundo dedo de Gabe coube junto do outro dentro da minha boceta e aquilo me deixou ainda mais louquinha de prazer. Comecei a me remexer no colo dele e então me dei em conta de que tinha algo duro debaixo da minha bunda.

Gabe, você tem um pau que gosta de mim! E se seu pau gosta de mim, você também pode gostar.

Aquilo foi a minha vitória. Passei a esfregar-me com mais e mais força nele, até que me machucasse.

Gabe pegou a garrafa da minha mão e jogou longe, fazendo com que o vidro quebrasse, juntando-se ao resto do caos e quebradeira que estava o quarto. Com o braço que ainda me apoiava, Gabe fez com que eu movesse levemente as costas para trás e retirou os dedos de dentro de mim, ordenando:

- Chupe.

Caralho, como ele gostava de mandar eu chupar. Quando pediria que eu o chupasse? Eu estava ansiosa por aquele momento.

Pela primeira vez senti meu próprio gosto, os dedos dele se enfiando dentro de minha boca de forma provocante, entrando e saindo com movimentos sincronizados, alcançando quase minha garganta. Era como se aquele homem estivesse usando os dedos como um pau na minha boca, friccionando com força, vez ou outra machucando meus lábios, enquanto os olhos queimavam junto dos meus, os lábios entreabertos gemiam e a dureza sob mim ficasse ainda mais evidente. Por fim, quando eu não aguentava mais, Gabe passou meus dedos lambuzados e tomados de minha própria saliva pelo meu rosto, de forma lenta, fazendo-me enlouquecer.

Tentei beijá-lo novamente, sendo impedida. Deus, como eu queria aquela boca na minha, sentir a língua se movendo e ditando a ordem dos movimentos. Mas Gabe não queria me beijar. Não queria que eu sentisse o gosto da sua boca.

Virei-me e sentei de frente para Gabe, nossas partes íntimas separadas somente pelas roupas. Toquei seu peito sem pressa, sentindo a pele lisa e quente. E então tive coragem e beijei seu pescoço, sentindo o cheiro do perfume importado misturado ao suor, o hálito quente e embriagado formando o combo completo.

Mas e se Gabe estivesse bêbado e no dia seguinte não lembrasse de nada? E... Se não chegássemos até o fim? E se Gabe tivesse um relampejo de sobriedade e recordasse que tudo que desejava era que eu sofresse e não tivesse prazer?

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