POV OLÍVIA
Ah, como era bom ter dinheiro! E por que não tive a ideia antes de contratar garotos de programa para ficarem dançando para mim e me mimando? Caralho, quanto tempo perdi comprando vestidos quando tudo que precisava era de um gostoso vestido de caubói, um sarado vestindo um uniforme de bombeiro e um musculoso posando de índio.
Seria muito clichê pedir que dançassem “YMCA”?
Eu estava chateada naquele dia. Por isto decidi comer balas de goma, crème brulée e ver homens gostosos que poderiam me comer num estalar de dedos.
Suspirei quando o “índio” se virou de costas, percebendo que estava sem nada debaixo do tapa-sexo. Pela primeira vez senti um rubor subindo à minha face, me perguntando se ele ficasse duro o tapa-sexo levantaria.
Deitei de bruços na minha cama, pondo outra bala de goma na boca enquanto aqueles abdomens sarados se movimentavam na minha frente, como um convite.
- Dancem mais tempo de costas, por favor! – pedi, enchendo a boca de balas vermelhas, escolhidas a dedo, enquanto analisava os bumbuns arrebitados.
A parte boa de pagar é que eles faziam só o que eu queria. Não que eu já tivesse pago antes homens para dançarem para mim, mas achei interessante como tudo aquilo funcionava. A moça com quem tratei de negócios falou que se eu quisesse, transariam comigo... Até os três de uma vez. A única coisa que não faziam eram transar entre si.
Ironicamente vivi por 10 anos no ramo da prostituição e agora estava pagando por prostitutos. A diferença é que aqueles eram de luxo: bonitos, limpos, perfumados e certamente sem todas as DST’s existentes, já que não transavam sem camisinha em hipótese alguma, nem pagando em dobro. Não que eu tenha oferecido pagar mais para que não usassem, mas a moça que me atendeu sequer cogitou a possibilidade.
Além de ser caro para caralho eles ainda eram cheios de exigência!
Já fazia quarenta minutos que eles se remexiam ali, sem perder a classe e a beleza. O suor daqueles homens não era líquido e sim oleoso. Será que Gabe também suava óleo e não líquido?
- Quer tocar? – Um deles perguntou, parando um pouco com a dança.
- Posso? – Arregalei os olhos, sorrindo com o convite.
Claro que podia! Eu tinha pago para fazer o que quisesse com eles!
- Claro... Somos seus! – sorriu, vindo na direção da cama, onde eu estava deitada, saboreando minhas balas com gosto de pecado.
Ele abaixou-se, percebendo que não era minha intenção levantar. Eu estava bem confortável naquela posição, inclusive minhas pernas balançavam de forma divertida e quando eu me excitava demais as fechava com força, sentindo prazer.
Toquei o braço rijo e oleoso e sorri:
- Nem com duas horas de academia por dia eu ficaria assim... Toda durinha. – Fiz questão de elogiá-lo.
Até que do nada a porta se abriu. Ou melhor, foi arrancada do lugar. Uau, Gabe certamente fazia aulas de lutas marciais! Quem derrubaria uma porta com o pé? O meu marido sensei, ora!
Por que porra demorou tanto, Gabe? Quase tive que dormir com estes três aqui... E todos ao mesmo tempo! Da próxima vez não se atrase tanto, marido!
Gabe começou a distribuir socos nos meus garotos e tive que levantar, furiosa. Que culpa eles tinham? Estavam só fazendo seu trabalho, porra!
Óbvio que os saradões não revidaram, já que certamente sabiam que ali estava um marido furioso. E a contar pelo tamanho da propriedade, deviam estar cientes de que Gabe era poderoso. Então só se defendiam.
- Gabe, pare! – Comecei a gritar, enquanto ele distribuía socos aleatoriamente.
Quando vi o sangue escorrendo no queixo de um deles subi na cama e me joguei nas costas de Gabe, segurando-o pelo pescoço, a fim de contê-lo. Naquela oportunidade os prostitutos fantasiados foram embora, me deixando ali, pendurada no meu marido que ainda tentava socar o próprio ar que respirava.
- Eu vou matá-la, Olívia. – Ele dizia enquanto tentava me tirar do seu pescoço, grudada a seu corpo.
- Me mate de prazer, antes que eu morra de vontade, Gabe! – beijei a nuca dele.
Gabe conseguiu me jogar na cama e com facilidade imobilizou-me, segurando meus braços para cima e prendendo minhas pernas entre as suas.
O coração dele estava acelerado. A respiração totalmente fora da normalidade. E mal ele sabia que sua presença me deixava completamente fora da realidade.
- O que você pensa que está fazendo, sua vadiazinha?
- Eu disse que se você não me quisesse eu encontraria outro... Mas não lembro se deixei claro que poderia querer mais de um. Sou um pouco exagerada às vezes. – Pisquei.
- Você faz tudo, tudo errado! – gritou e consegui perceber as gotículas de suor na sua testa.
- Me ensine a fazer certo... Porque eu não paro de pensar nas coisas que podemos fazer juntos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I