- Meu pai não é o tipo de homem a querer entrar numa briga. Foi sempre bem tranquilo. Não soube administrar os bens, o que é uma pena, mas acontece nas melhores famílias. Minha madrasta gasta demasiadamente e eu e minhas irmãs também não fomos nada econômicas com o dinheiro dele. Tirando isto... Meu pai não é um homem ruim, embora tenha seus defeitos, como toda pessoa. O que quer que ele tenha lhe feito, foi de forma involuntária, sem intenção de feri-lo ou magoá-lo.
- Não pagarei a dívida de seu pai, Olívia. E não deixarei que ninguém lhe dê dinheiro ou empreste. Ernest pagará o preço por ter pedido dinheiro a agiotas.
- Terei que dar meu jeito então, Gabe!
- Foder com as pessoas certas? – eu ri, com desdém.
- Existe uma coisa chamada emprego. Já ouviu falar?
- Sim... Conheço esta palavra desde que eu tinha 16 anos. Por isto sou o dono da maior indústria farmacêutica do mundo atualmente.
- Tenha um bom dia, marido! – ela virou as costas e acenou, descendo as escadarias em direção ao carro, onde o meu motorista conversava com o dela.
Fiquei ali, observando-a entrar no carro e ir embora sem sequer olhar para trás.
Naquela manhã pedi que Ingrid encontrasse o contato do agiota que deu uma lição em Ernest.
Levou algumas horas para que ela me trouxesse o número do homem, que decidi ligar.
- Alô! – ouvi a voz masculina do outro lado da linha, que parecia um homem entediado de meia idade.
- Olá. Eu gostaria de comprar a dívida de Ernest Abertton.
Ouvi uma risada abafada:
- Por que porra agora todo mundo quer comprar a dívida deste filho da puta?
- Como assim todo mundo?
- Se eu soubesse que Ernest tinha tantas pessoas interessadas nele, confesso que teria feito um leilão da dívida, para ver quem dava mais.
- Está dizendo que alguém já comprou a dívida dele?
- Na verdade ela foi paga. Não há mais dívida contra Ernest. O susto foi suficiente para que a família dele desse um jeito de conseguir o dinheiro.
- Como assim? Quem pagou?
- Com quem estou falando?
- Não importa com quem está falando... Só quero saber quem pagou a porra da dívida.
- Ah, mas isto tem um preço, amigo. Sou um homem ético nos negócios.
- Desde quando agiotas são éticos? – Fiquei furioso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I