- Na verdade conheço uma forma bem mais interessante de perder peso e ficar saudável do que na academia.
- E qual é?
- Posso lhe mostrar no seu quarto, mais precisamente na sua cama! – Piscou.
- Você não é digna do meu pau. Prefiro pagar vagabundas.
- Eu preciso de dinheiro. Não sou tão feia. Podemos fazer negócio se quiser. E pense pelo lado bom... Nem precisa sair de casa. E não corre o risco de eu roubá-lo ou abrir a boca na imprensa... Até porque... Espero que ela esteja cheia o bastante para que eu não possa abri-la. – Os lábios dela se entreabriram naquele jogo de sedução no qual eu estava quase caindo – Consegue me manter de boca fechada, Gabe? – Mordeu o lábio inferior, de forma provocante.
No momento tudo que Olívia queria era me dar um chá de boceta e daquela forma me fazer ficar viciado nela. Então fodê-la, por mais que me agradasse, não era mais uma possibilidade. Nem que fosse para provar e constatar que ela não era nada do que ladrava.
- Você não tem necessidades físicas, Chuchu... É a sua veia de prostituição falando mais alto. A probabilidade de você ser diferente da sua mãe é quase nula.
Chuchu levantou-se da cama e foi até um canto e de lá pegou sua bolsa. Enfim, alguma coisa a atingia: a mãe prostituta. Porque para mim ficou claro que no joguinho dela de sedução era possível usar aquilo de dinheiro e sexo. Mas quando se tratava do passado e da mãe, não.
- Eu sou virgem, Gabe. – Me olhou, próxima da porta, fazendo menção de que em breve sairia dali.
Eu gargalhei, não me contendo:
- Você pode ser qualquer coisa nesta vida, Olívia, menos virgem.
- Não vai testar para ter certeza?
- Eu não preciso. E não quero. Nada em você me atrai.
Ela respirou fundo:
- Vou ter que achar alguém para romper meu hímen.
- Use seus belos dedinhos. – Não contive o riso.
- Eles já não me satisfazem mais – fez beicinho – Eu sempre sonhei perder a virgindade com Jorel. Mas como deixei claro, era um sonho de adolescente. Aliás, quem em sã consciência não quereria dormir com o seu irmão? Mas então casamos... E decidi que queria que fosse com você, que é o meu marido. Eu fiz os votos, de lhe ser fiel... amar-te e respeitar-te...
Como ela ousava dizer que queria dar para o meu irmão? Olívia não tinha mesmo amor à vida. Nem ao pai.
- Com quantos homens você já dormiu, Olívia? Vamos, seja sincera... Acho justo eu saber com quem casei e o tipo de mulher que tenho debaixo do meu teto.
- Bem, na prática não estamos sob o mesmo teto, já que você me deixa sozinha naquela casa gigantesca. E já que você quer saber com quantos homens eu dormi, vou lhe dizer... – levantou a mão aberta e começou a contar nos dedos, um por um, em voz alta. Depois passou para a outra mão... E a outra... E de novo a mesma e... – Nenhum! – sorriu, abaixando as mãos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I