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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 49

Não, eu não me deixaria envolver por seu passado traumático. Meu único interesse em saber o que houve com Olívia antes dos dez anos de idade era com o propósito de usar aquilo a meu favor, saber suas fragilidades, já que até aquele momento tudo que parecia fazê-la sentir alguma coisa era o pai.

- Ainda assim é jovem, Olívia! Não precisa decidir agora o que deseja fazer da vida. – Troquei de assunto imediatamente.

- Claro que preciso. Tenho que sobreviver e ganhar dinheiro.

Naquela parte ela estava certa, já que eu não lhe dava nada a não ser o que disponibilizava na mansão.

- Como pagou a faculdade? – Perguntei, lembrando que eu não havia dado dinheiro para que ela colocasse as mensalidades em dia.

- Como eu disse, daria meu jeito! – Piscou.

Lembrei imediatamente dela ao telefone perguntando para alguém com quem precisava dormir para quitar as dívidas da faculdade. Meu sangue pareceu ferver e levantei-me, deixando-a atordoada, com a corpo meio amolecido de não ter onde ser apoiar.

- Dormiu com quem? – Perguntei, pegando seu queixo e a apertando-o com força, fazendo com que os lábios se contraíssem, parecendo um coração, tanto no formato quanto na cor vermelha viva.

- Você é violento, Gabe! – A voz dela mal saiu.

Soltei-a de imediato, aturdido. Não, eu não era violento. Ao menos não com mulheres. Mas ela era uma exceção. Por algum motivo eu tinha vontade de machucá-la, fazer com que sentisse alguma coisa, demonstrasse a porra de uma dor, que parecia nunca a atingir.

Por mais que Olívia tentasse fugir do passado, vez ou outra ele vinha atormentá-la, como no episódio do café quente, onde pareceu voltar para um acontecimento que a abalou profundamente. E tinha sim a ver com as cicatrizes que ela carregava no corpo.

- Gabe, o mundo precisa de mais amor! E... Eu acho que podemos fazer... Eu e você... Amor!

Enquanto eu engolia a saliva me engasguei. Aquela mulher não valia nem a sola do meu sapato. Uma vadia, viciada em sexo. E eu estava quase me rendendo. E quando decidisse fodê-la, Chuchu estaria tão presa a mim quanto os testículos no meu pau. Ou talvez ela fosse ruim de cama. Então tudo ficaria bem, já que eu não precisaria mais ficar com a vontade de descobrir como era aquela boquinha engolindo o meu pau.

- Comigo nunca vai faltar amor, Gabe... E se faltar, faremos mais e mais... E livraremos o mundo de toda maldade... Com o nosso amor.

Meu telefone tocou. Olhei no visor o nome de Ingrid e me afastei. Eu tinha faltado uma reunião importante para estar ali, ouvindo Chuchu implorando para ser fodida. Quanta irresponsabilidade, Gabe Clifford! Esta garota ainda será a sua ruína se continuar fraco quando o assunto é ela.

- Fale, Ingrid. – Não desviei os olhos de Olívia, que continuava sentada na cama, com as palmas das mãos sobre o colchão com lençóis brancos, o castanho de seu olhar buscando incessantemente o meu, fazendo com que meu estômago se contraísse, como se eu estivesse com fome, mesmo tendo feito o desjejum de forma satisfatória, como sempre.

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