Eu queria mais que Ernest Abertton morresse. Mas pelo visto outras pessoas tinham o mesmo desejo, porém agiam enquanto eu ficava fazendo ameaças e não dava um passo sequer para que fossem cumpridas.
Decidi que não iria para a mansão Clifford naquela noite. Havia sido um dia cheio com Olívia e eu não queria ficar tentado a acalmá-la de alguma forma.
Precisava me afastar daquela mulher. Chuchu me deixava um pouco vulnerável e fraco e eu não queria de forma alguma botar tudo a perder por conta do meu pau que não respeitava minha mente.
Fui para minha casa e tomei dois copos de uísque antes de dormir. Minha mente dava voltas e voltas e eu precisava descansar, já que no dia seguinte tinha uma importante reunião de negócios.
Jorel havia sido convidado a se retirar do Four Season em Nova York e ainda assim não voltou para Noriah Norte. E por algum motivo aquilo me tranquilizou. Nunca o quis tão longe quanto naquele momento. Que ele ficasse nos Estados Unidos para sempre.
Eu já estava deitado na cama quando Rael me ligou.
- Oi, Rael. Aconteceu alguma coisa? Já antecipo que se estiver a fim de sair não estou disposto.
- Sua esposa me ligou.
Sentei na cama, de imediato, sentindo uma pontada na cabeça, certamente causada pelo efeito do álcool.
- Como assim minha esposa ligou para você? Tinham trocado número de celular por acaso?
- Não, claro que não. Nem sei como ela encontrou meu número.
- O que Olívia queria? Dormir com você?
- Me dirá que faça bom proveito? – Riu, com sarcasmo.
- Se tocar nela não só destruirá nossa amizade, mas mandarei arrancarem o seu pau fora. Nunca mais comerá outra mulher na sua vida. Acha que ela vale tanto assim?
- Não sei, Gabe... Você acha?
- Sinceramente, não sei. Mas ainda assim não aceitarei passar por corno.
- Está dizendo... Que não comeu a sua mulher... Ainda? Achei que isto duraria alguns dias, porra! O que houve com você? Virou celibato?
- Tenho medo do meu pau viciar nela.
- E daí, porra? É a sua mulher! A coma todos os dias, toda hora... Ela é sua.
- Não quero misturar negócios e prazer.
- Já fez isto quando meteu uma aliança no dedo dela... Com o nome do seu irmão.
- Ela fica puta com isto! – ri, lembrando.
- Ela está doida para se fodida, irmão!
- Meu Chuchu lhe disse isto? Quando falaram sobre sexo?
Rael riu:
- “Meu” Chuchu? Gabe, você está fodido... De quatro por ela!
- Não, não estou.
- Por que não esquece esta porra toda de vingança e não se rende de uma vez, Gabe? Ela é bonita, divertida... Inteligente.
- Para mim os negócios vêm em primeiro lugar, Rael. E a questão que tenho com Ernest Abertton é eterna e sabe disto. E... Chuchu gosta do papai. Ela jamais aceitará ficar comigo depois de tudo que planejei contra ele.
- Sinto que se arrependerá disto, Gabe. Nunca o vi desta forma, totalmente mexido e atordoado... Nem com Mônica.
- Jamais compare Mônica com Olívia, Rael. – Falei entredentes, a raiva subindo ao meu pico mais alto.

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