Entrar Via

A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 42

Até que a vi, de costas, sentada à pequena mesa, com uma vela sobre um cupcake, a fumaça saindo do pavio, certamente recém apagada. O cheiro de de vela tomando conta do ambiente.

Ela só tinha ligado uma luz e a cozinha não estava muito iluminada. Percebi que chuchu comia algo e me aproximei, sem fazer nenhum tipo de som.

Quando se virou, certamente notando minha presença, ela deu um pulo, assustada. A boca estava cheia e olhei o crème brulée à sua frente.

- A diabetes também é mentira?

- Você me assustou! – reclamou, voltando a comer.

- A casa é minha! Vou onde quero na hora que quero.

- Na prática é minha, porque vivo aqui sozinha.

- Achei que você não comia doces, “senhora diabetes”.

- Shhhh! – pediu silêncio com o dedo indicador na boca – Fale baixo porque estou escondendo de mim mesma que estou comendo este crème brullé.

- Seu corpo sabe que está comendo-o.

- Não sabe... Sei guardar segredo. – Piscou. – E não venha me interromper no meu momento sagrado! Me deixe ao menos chegar ao orgasmo. – fechou os olhos, passando a língua nos lábios, espalhando o doce por eles.

Mordi meu lábio e dei um passo para trás, atordoado. Por sorte eu usava um roupão grosso e largo, pois meu pau tomou vida própria e parecia querer rasgar a minha cueca e se enfiar na boca daquela mulher, sendo lambuzado com o creme doce.

Olívia abriu os olhos e percebeu que eu a olhava. Pela primeira vez não fingi que não a observava.

- Quer me beijar? – Ela perguntou, como se fosse algo normal, não parecendo estar nada menos do que... Tranquila.

- Não!

- Você diz muitos “nãos”.

- E você muitos “sins”... Para todo mundo.

- Eu só digo sim para você. Mas você não me quer. Então... Bem, eu tenho vinte anos a contar de agora e meus hormônios estão aflorados. Acho que é por isto que eu quero fazer sexo... E sinto vontade o tempo todo que você me toque. – Virou de novo para a mesa – Já que não quer um beijo com gosto de crème brulée, vou para o cupcake. – ficou admirando o bolinho alguns segundos antes de botá-lo na boca, como se estivesse louvando-o. – Gosta de cupcakes?

- Não. – Minha própria voz e resposta soou-me infantil.

- Quer um beijo com gosto de cupcake? – me olhou com os lábios tomados de chantilly.

Porra do caralho, eu poderia esquecer tudo e fodê-la ali mesmo. Acabaria com minha vontade de tê-la e ficaria mais fácil rejeitá-la depois, já que não teria mais curiosidade de como seria estar com ela.

- Não.

Ela riu, lambendo o cupcake dos lábios:

- Gabe, o que você veio fazer aqui se não quer um beijo?

- Vim dizer que você se arrependerá do que fez hoje. Não trago desconhecidos na minha casa... Nunca. Sou uma pessoa importante. Muitos querem a minha queda. Seus amigos podem ter roubado objetos dentro da minha casa. Principalmente se são do mesmo nível da sua família...

- Não tem nada interessante na sua casa para ser roubado. Tudo aqui é antigo e desinteressante... Exceto você!

- Por que não entende que eu não tenho nenhum apreço por você, Olívia?

- Você me chama de Chuchu. Isto é fofo.

- Chuchu porque é um legume que não tem gosto de nada...

Ela engoliu o cupcake e me encarou de forma séria:

- Insípido, inodoro e importante.

- Insignificante, porra!

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I