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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 41

E lá estava ela... Descendo as escadas da “minha” casa, com um sorriso esplêndido no rosto, coberta com um pedaço de tecido que ousaria me dizer que se chamava vestido, de cor amarela... Ou seria dourado? Enfim, a porra de uma cor que acho que nem existia na paleta de cores. Os cabelos estavam soltos, descendo em ondas castanhas pelo colo perfeito, e no alto da cabeça tinha o número 22, seguro por uma tiara.

Parecia uma modelo desfilando para um estilista famoso, num corpo esbelto, onde qualquer coisa que pusessem ficaria bem. Graciosamente ela descia degrau por degrau, com uma das mãos segurando o corrimão de forma delicada, como se tivesse nascido para aquela entrada triunfal.

Nossos olhos se encontraram e ela passou por todos, ignorando os cumprimentos. Chegou na minha frente e sorriu:

- Chamei uns amigos para comemorar comigo meus 22 anos. Não se importa, não é mesmo?

- Feliz aniversário, querida! – falei num tom suficientemente alto para que todos ouvissem o marido gentil que eu era e então dei um beijo no seu rosto, sussurrando em seu ouvido – Você está fodida!

Olívia me abraçou e revidou com a voz sensual dentro da minha orelha, fazendo com que o hálito morno tocasse meu pescoço enquanto um dedo o acariciava:

- Quando? Agora? Só dizer que eu subo!

Respirei fundo, sentindo meu corpo inteiro arrepiar-se ao toque daquela vagabunda. Passei por ela e subi, totalmente atordoado, sem saber exatamente o que fazer. Sim, pela primeira vez em toda a minha vida eu fiquei sem ação. Porque era assim que ela me deixava.

- Seu marido não vai participar da festa? – Ouvi alguém perguntando para ela.

- Ele é muito velho! – ouvi a voz estridente como resposta, provocativa, nada insignificante – E velhos fazem o que à noite? Dormem! – eu não vi, mas podia imaginar a cara dela naquele momento, com o olhar sarcástico e os lábios se mexendo como se estivesse beijando alguém a cada letra que soletrava.

Ela não tiraria o meu autocontrole. Fui para o meu quarto e tranquei a porta, sentando-me na cama. Não sabia se chamava a polícia e dizia que minha casa havia sido invadida e mandava prender todos, inclusive ela. Ou se descia lá e a pegava pelos cabelos e a fazia implorar por perdão. Ou se... Abria meu cinto e baixava a minha calça... E pegava meu pau... Que endureceu assim que a viu descendo as escadas.

Porra do caralho! Levantei-me e fiquei de frente para a cama, imaginando-a de quatro para mim, com aquela bunda durinha e certamente branquinha, que eu poderia deixar vermelha de tantos t***s, até conseguir ver cada dedo meu tatuado na sua pele.

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