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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 40

Talvez eu tenha esquecido de dizer para ela com seria a vingança. Se Olívia achava que eu a machucaria, estava muito enganada. Era o pai dela que eu atingiria. Chegava de se bonzinho. Aliás, eu nunca fui. Por que estava demorando tanto para agir? Não deveria ter me afastado dela e sim me aproximado a fim de aplicar o golpe final.

Virei-me e não a vi na piscina. Olhei ao redor e ela havia simplesmente desaparecido. Além de insípida, inodora e insignificante ela também conseguia ser invisível?

Aproximei-me da piscina e a vi no fundo. Os cabelos se espalhavam pela água como se fossem uma flor. Senti um aperto no peito e pulei, agarrando-a com força. E quando percebi que ela não me segurou de volta vi que tinha sérias chances de eu estar fodido... Totalmente fodido.

A retirei da água e deitei-a no chão, percebendo que ela não se movia. O corpo estava totalmente amolecido.

- Uma ambulância! – gritei com toda minha força – Chamem uma ambulância!

Fique incerto se alguém me ouviu. Toquei seu peito e estava tão nervoso que não sabia se era o meu coração ou o dela que batia.

- Olívia, fale comigo! – bati no seu rosto, sem receber resposta. – Porra, fala comigo! – gritei, movendo a cabeça dela para o lado e apertando seu peito a fim de que voltasse a respirar.

Que porra eu estava fazendo? Ela estava afogada! Abri sua boca e enchi os pulmões, passando ar para dentro dela.

Na segunda tentativa, Olívia puxou-me pela nuca e tentou enfiar a língua dentro da minha boca, deixando-me totalmente sem ação. Antes que eu conseguisse pensar em como agir... Ou fugir, já estava tocando a língua dela, com as mãos ainda segurando seu rosto. Os lábios estavam gelados, mas língua era quente e macia.

Aquela mulher era o meu único meio de atingir Ernest Abertton. Olívia era minha inimiga, tanto quanto seu pai. Eu jamais iria gostar de outra mulher como gostei de Mônica. Ela era única na minha vida e nunca teria outra em meu coração, já que também por minha culpa ela se foi.

Afastei-me de Olívia imediatamente, levantando. Eu estava totalmente molhado, inclusive os sapatos. Tudo por causa daquela desgraçada.

- Isto terá volta. – Apontei o dedo na direção dela.

- Eu avisei que não sabia nadar!

- Eu não acredito mais em nada do que você diz, Olívia.

- E acreditou alguma vez? – ela seguiu deitada, plena, como se nada lhe atingisse – Que diferença faz, Gabe?

- Tudo que você fizer de errado, seu pai que pagará.

- Você não pode mais tirar nada da minha família, Gabe. Já tirou tudo que tínhamos. Só lhe sobra a opção de matar meu pai. E se ainda não fez isto, não fará.

- Não me teste, Olívia!

- Não estou o testando, Gabe! Acontece que você não me conhece. Eu sou assim mesmo!

Saí furioso, já em dúvida se o jardineiro era culpado ou tinha sido envolvido por Olívia.

Tomei um banho e tinha que voltar para a empresa, mas já era meio-dia e então optei por trabalhar dali mesmo. Assim que terminasse de ler alguns contratos para autorizar, iria para minha casa. Aliás, eu nem lembrava porque tinha aparecido na mansão Clifford naquele dia.

Meu telefone tocou e li o nome de Ingrid:

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