Virei-me e voltei na sua direção. Peguei suas mãos e a fiz levantar da cama, encarando-a:
- Eu não sinto nada por você a não ser nojo! Você é uma vagabunda, que se ofereceu para o meu melhor amigo. O que eu poderia esperar de diferente, não é mesmo? Filha de uma prostituta obviamente será uma prostituta. Me diga, com quantos homens você já transou? – não me contive ao ver os lábios dela entreabertos e pus dois dedos dentro da sua boca, enquanto segurava seu queixo – Quantos paus já foderam esta boquinha linda? – eu disse mesmo aquilo?
Porra, eu conseguia visualizar o rosto dela numa cama e uma fila de homens sem roupas com seus paus enormes esperando para enfiar-se em sua boca pequena e convidativa.
Quente... A boca de minha esposa era quente. E meus dedos estavam inertes dentro dela, sem que me tocasse de forma alguma, nem com a língua, tampouco com os lábios. Tudo que eu queria era que ela chupasse a porra dos meus dedos.
Olívia pegou meu pulso e tirou meus dedos de dentro de sua boca e deu-me uma bofetada, o som da força da sua mão na minha cara ecoando pelo cômodo grande e com poucos móveis.
Fiquei ali, inerte, surpreso, sem palavras ou reação. Só consegui me mover quando o corpo dela desfaleceu, sendo rápido o bastante para não a deixar cair no chão.
Olívia ficou ali, nos meus braços, totalmente amolecida. E se não fosse o ressoar de seu coração, eu diria que ela estava morta.
Peguei um lençol e a cobri por inteiro, ajeitando-a no meu colo e descendo correndo as escadas, quase caindo. Abri a porta e entrei no carro, percebendo que o motorista não estava ali. Pus a mão no bolso e não estava com meu celular. Então passei a gritar o nome do filho da puta, sabendo que se ele não aparecesse em segundos eu o demitiria e faria com que nunca mais na vida arranjasse um emprego.
Ele apareceu correndo e antes que perguntasse qualquer coisa, já que seus olhos estavam arregalados ao ver a mulher nos meus braços, ordenei:
- Me leve imediatamente para o hospital mais próximo. E não demore. Dirija como se estivesse salvando porra da vida da sua mãe. Se minha esposa morrer, você morre. Se ela viver, você vive.
Ele somente assentiu enquanto fui para o banco de trás com Olívia ainda no meu colo, o vendo circular o jardim e se dirigir para o portão de saída.
Sim, eu tinha a porra de um coração. E ele já havia dado sinal de vida duas vezes naquele dia. E se tivesse ressurgido do meio das trevas para me fazer ter um ataque cardíaco, que ficasse inerte dentro do meu corpo.
Toquei o rosto de Olívia, sentindo o quão fria estava. Sua pele era lisa feito seda... E quando desci para o seu pescoço percebi que as veias latejavam, demonstrando vida. Sorri, em meio à uma possível crise de nervos. É claro que eu sabia que ela tinha vida... E quanta vida!
Me vi apertando-a com tanta força junto de mim que temi deixar-lhe marcas. O que teria acontecido? Foi a forma como a carreguei escada acima? A força com que peguei seu queixo? Em alguma coisa eu havia me excedido e certamente não foi nas palavras, porque Olívia não se abalava com nenhuma ofensa.
Toquei seus lábios e senti a respiração dela acima do meu dedo, o que deixava claro que eu não estava viúvo. E... Esqueci de tirar uma foto dela enrolada no lençol, totalmente desacordada, para enviar a Ernest. Era aquele meu objetivo: fazê-lo sofrer com cada dor dela. E quando tive a primeira chance tudo que fiz foi correr para salvar a vida da sua pobre filhinha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I