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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 202

POV OLÍVIA

Fizemos nossas malas mais uma vez. Meu destino desta vez era a casa de Gabe. Rose, meu pai e Isabelle voltariam para nossa antiga casa e Rita havia decidido ficar morando com Jai por um tempo. Os dois acabaram se dando muito bem e dizer que não tive certo ciúme de meus dois irmãos seria uma puta mentira. Mas embora eu sempre me desse bem com minhas duas irmãs, Isabelle sempre foi quem eu tive mais intimidade, mesmo com nossa diferença de idade.

Jai não estava em casa naquela tarde, aposto que propositalmente, e eu e Rita acompanhamos Isabelle, Rose e nosso pai até a nossa antiga residência.

O motorista retirou as malas do carro e as pôs para dentro da casa, que estava vazia. Rose olhou para tudo e disse, pesarosa:

- Já estou com ranço desta casa!

- Eu... Preciso falar com você. – Papai disse, hesitante, enquanto Isabelle subia as escadas correndo para matar a saudade de seu quarto e Rita tentava consolar a mãe.

- O que quer falar, pai? – Fui a única que lhe dei atenção.

- Eu... Gostaria que vocês estivessem todas juntas.

Eu sabia que não deveria fazer perguntas e que se as fizesse poria tudo a perder. No entanto quando meu pai me puxou para si e abraçou-me, senti que havia sentimentos da parte dele. Eu não podia estar tão enganada quanto àquilo, por tanto tempo. Ernest poderia ter errado em várias coisas, mas me trazer para sua casa nunca foi uma obrigação ou algo que lhe foi imposto. Foi ele quem tomou aquela decisão, sozinho. Se errou me deixando dez anos sofrendo no mundo no qual minha mãe vivia, sim, errou. Mas nos outros dez me fez conhecer outra vida e nela havia atenção e amor. E era ele quem me dava.

- Pai, se eu lhe fizer uma pergunta... Me responderia com sinceridade? – Questionei enquanto ainda tinha minha cabeça em seu peito, sentindo seus dedos afagarem meus cabelos de forma delicada.

- Claro, coração... Sempre!

Eu sentia seu coração bater de forma acelerada enquanto repousava a cabeça em seu peito quando perguntei:

- Você tem alguma relação com Rowan Irons?

Eu não queria, mas senti a intensidade das batidas aumentar ainda mais.

- Não... – Ele me afastou e encarou-me, estreitando os olhos, confuso – Por que eu teria alguma relação com um homem que sequer conheço?

- Eu... Só pensei que... Pudessem...

- Não! Claro que não! – sorriu – Não faria sentido algum... Eu sequer sabia que este homem existia...

Rose e minhas irmãs voltaram para a sala e ela olhou para as malas:

- Enfim, filha... Vamos desfazer nossas malas. Guardaremos nossas roupas nos armários que não existem! – gargalhou, não sei se realmente achando graça da situação ou ironizando.

- Era sobre isto que eu gostaria de falar – meu pai disse de forma séria – Vocês não precisam desfazer as malas.

- Eu não conseguiria viver com minhas roupas em malas – Rose alegou – Tem vestidos caros que precisam de cabides e...

- Pedirei para Gabe que providencie os móveis – falei.

- Eu... Serei eternamente grata se fizer isto. – Minha madrasta pareceu sincera.

- Eis a questão: não precisa, porra! – meu pai alterou a voz – Podem me escutar, por favor?

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