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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 174

Assim que Jai chegou, todos ficaram olhando-o, sem entender nada. O jovem de cabelos castanhos, levemente desalinhados, que caíam em mechas sobre a testa tinha olhos de um tom profundo e pensativo, e eu conseguia ver dentro deles a melancolia. A pele clara contrastava com o leve rastro de barba que delineava seu rosto, dando-lhe um ar de maturidade.

Moveu-se até nós como alguém que carregava consigo o peso de um segredo, ainda assim caminhando com determinação, confiança a humildade.

Parou e me encarou, engolindo em seco. O sorriso fácil e sincero de sempre não apareceu e percebi o quanto ele evitava olhar para nosso pai.

- Precisamos de abrigo... Por pouco tempo. – Avisei.

- Ok! – foi pegando minhas malas e pondo no carro, enquanto os demais organizavam seus pertences no táxi que havíamos chamado.

Meu pai parou na frente dele e lhe ofereceu a mão:

- Sou Ernest Abertton – sorriu – Desculpe o meu rosto... Mas fui vítima de uma agressão.

Meu irmão olhou para a mão dele estendida e não a apertou e eu sabia o quanto para ele aquilo estava sendo difícil, já que havia decidido que não queria aquele contato. Só pedi ajuda a Jai porque realmente não havia outra pessoa a quem pudéssemos recorrer.

Jai virou as costas para nosso pai e apresentou-se à minhas irmãs e depois à Rose, que já arregalou os olhos azuis na direção dele, admirada.

Por que eu tinha a impressão de que Rose era capaz de dormir com qualquer homem que a quisesse?

Meu pai entrou no táxi acompanhado de Rose, certamente imaginando que Jai não havia simpatizado muito com ele. Minhas irmãs acabaram optando por ir comigo no carro de Jai.

Enquanto dirigia para sua casa, onde nos acolheria, Jai perguntou:

- Tem certeza de que foi Gabe que fez isto?

- Sim, eu tenho.

- Quem mais seria? – Isabelle intrometeu-se na conversa.

- A única coisa que não entendo nesta história... É porque ele não fez isto antes... Por que deixar passar tanto tempo para tomar a casa? O divórcio nem saiu!

- Gabe certamente está por trás da agressão que meu pai sofreu – Isabelle continuou.

Jai me olhou de relance, demonstrando incerteza quanto a tudo. Olhei para trás e deparei-me com Rita encarando Jai pelo retrovisor. Claramente li seus lábios, que diziam sem voz: “Ele é lindo”.

Senti um frio na barriga e pareceu que o sangue todo do meu corpo veio para a cabeça. Com todos os problemas que eu tinha, minha irmã se interessar pelo nosso irmão não estava nos planos. Eu não podia contar a ninguém a verdade, porque ela não era minha e sim de Jai e só quem tinha o direito de revelar no momento oportuno era ele.

Chegamos na casa de Jai uns 25 minutos depois que partimos. A residência era ampla e de bom gosto, demonstrando que meu irmão era uma pessoa de posses, embora não desse de forma alguma para comparar com Gabe Clifford, que tinha um patrimônio inimaginável.

Jai foi acomodando todos nos quartos e ao final me disse:

- Preciso ir... Tenho uma reunião importante na escola hoje.

- Eu... Não tenho como ir – avisei – Estou atordoada e preciso pensar no que fazer com relação ao que aconteceu.

- Eu não quero que ninguém saiba, Olívia.

- Não saberão... Ao menos se você não demonstrar desafeto gratuito por nosso pai.

- “Seu” pai. Ele não é nada meu.

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