- Você não sabe exatamente sobre tudo mim... – Me pegou pela bunda e pulei nele, passando minhas pernas em torno dos seus quadris.
- Agora diga que vai me foder... Num idioma que eu não conheça...
- Susuyuin kita.
- Que porra de língua é esta? – gargalhei enquanto ele me levava me direção à cama.
- Filipino.
- Você fala filipino?
- Só algumas palavrinhas. – Riu - Inħobbok għal dejjem!
- Caralho, este “vou te foder” foi bem engraçado.
- Eu não disse isto.
- O que disse então?
- Irei te amar para sempre... Em maltês.
- Omaet, Gabe Clifford.
- O que você disse? – ele me jogou na cama macia.
- Eu te amo de trás para frente, em Olivinês.
- Eu já disse o quanto você é incrível?
- Não mais insípida, inodora e insignificante?
- Simplesmente a razão do meu viver...
Passei o final de semana mais incrível da minha vida ao lado de Gabe Clifford. Dormimos juntos, acordamos juntos, nos banhamos na piscina, tomamos banho de chuveiro agarradinhos e transamos em todos os cômodos da casa. Realmente eu não precisei muito de roupas, embora ele tivesse comprado umas quinze sacolas que chegaram diretamente das lojas mais caras de Noriah Norte. Ainda assim passei a maior parte do tempo nua.
Tentei voltar para casa e pegar minhas coisas no domingo à noite, mas Gabe não permitiu. Alegou que eu nem precisava buscar nada, pois poderia comprar tudo novo.
Ainda assim eu achava que era minha obrigação voltar e falar com minha família sobre a decisão que tomei, mesmo sabendo que não seria fácil e teria muitos julgamentos por parte de minhas irmãs. O pior de tudo é que eu as compreendia e ficava feliz por elas se importarem de verdade comigo. Porém me preocupava a reação do meu pai, que certamente seria de aprovação, mas não porque eu estava feliz junto do homem que amava, mas porque me pareceu que nos últimos tempos ele tinha um interesse em minha união com Gabe que era impossível não se dar conta que era totalmente financeira. Não bastava ele estar na mira da vingança de um dos homens mais poderosos do mundo... Ainda queria se beneficiar do fato de eu estar casada com ele.
Na segunda-feira pela manhã Gabe chamou o meu antigo motorista, Aragon, que me levou diretamente para a residência onde minha família morava, que em breve pertenceria a meu pai novamente. E eu estava empolgada para dar a notícia.
Mas assim que fui deixada por Aragon na frente de minha casa, percebi que algo não estava certo. Haviam vários móveis na rua e dois caminhões baú na frente da casa.
Entrei e vi homens embalando tudo, como aconteceu anteriormente, antes do acordo que fizemos com Gabe Clifford.
Fui andando pelos cômodos até encontrar alguém. E deparei-me com todos na cozinha, em volta do meu pai. Assim que cheguei, se afastaram e então o vi... Com um olho roxo, o outro inchado, o supercílio cortado, todo machucado de novo.
Corri na sua direção, atordoada, abraçando-o:
- Pai!
- Estou... Bem... – Gemeu.
- O que houve? – Perguntei, em pânico.
- Levei outra surra... - A voz dele soou fraca e cheia de dor.
- O que está acontecendo? – Olhei para Rita e depois para Isabelle.
- A casa está sendo esvaziada e aqui está a ordem de despejo. Temos que sair daqui... Imediatamente.
- Não... Não é possível! – Pus as mãos na cabeça, sem entender nada.
- Sim, é possível! Você confiou nele... E não deveria ter feito isto – Isabelle me condenou – Tudo certamente foi parte de mais um plano de Gabe Clifford.
- Ele me disse que estava passando a casa para o meu nome... E... Eu inclusive iria propor que botasse diretamente no nome de papai. Gabe me garantiu que não se preocupava mais com esta vingança... – Aleguei, não conseguindo acreditar que aquilo estava acontecendo.
- Aposto que ele disse isto enquanto comia a sua boceta – Rose riu, com ironia – Gabe Clifford se divertiu com você uma última vez antes de nos deixar sem absolutamente nada. A minha pergunta é... A vingança está concluída? Chegou ao final? Ou acaba quando seu pai morrer?
Respirei fundo, sentindo as lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas. Meu telefone vibrou no bolso e olhei a tela, com o nome dele.
O que Gabe queria? Se certificar de que seu plano sórdido deu certo? Não, eu não lhe daria aquele gostinho de vitória.
Desliguei o aparelho e olhei ao redor, a casa praticamente vazia.

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