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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 175

- Você merece o que quiser, Rita! – Fiquei incrédula com a forma de pensar dela.

- O tempo iria passar... E Rael um dia deixaria de me levar à sério. E talvez fosse jogar na minha cara a vida inteira o meu passado.

- Você nem se deu ao direito de tentar, Rita!

- Eu acho que nosso pai gostava da sua mãe.

A encarei, confusa:

- Por que acha isto?

- Ninguém se envolve tanto tempo com uma pessoa só por sexo. Ou seja, gostava dela. No entanto nunca a assumiu. Preferiu seguir casado com a minha mãe, que bem sabemos o quanto o relacionamento deles é... Deixe-me ver que palavra eu poderia usar... Raso.

- Raso? – Eu não sei se definiria como raso o relacionamento do nosso pai com Rose. Usaria a palavra “preguiçoso” para aquele casamento.

- Até você e Gabe tinham mais química que nosso pai e minha mãe.

- Mas você tinha química com Rael. Você transou com ele, não é mesmo?

- Sim... No lago, no dia em que nos conhecemos.

- Então o que se perdeu neste meio tempo?

- Sabe que não é só sexo, não é mesmo?

- Não, não é. Nisto eu concordo. Mas o sexo é algo bem importante numa relação. Depois que transei com Gabe pela primeira vez, deixando claro que eu simplesmente amei, pensei no que teria acontecido se eu não tivesse gostado. Caralho, teria que ficar transando com ele o resto da vida somente por que seria o meu marido?

- A sociedade esperaria que sim, que esta fosse a sua atitude. Então, você não teria orgasmos, o que faria com que seu marido também não estivesse satisfeito sexual, o que o levaria a procurar outra mulher... Na maioria das vezes é aí que entram as garotas de programa.

- Mas... Eu também não estaria satisfeita... E então procuraria um amante?

- Na maioria das vezes as mulheres acham que o problema são elas e não os homens. Fomos criadas para isto: dar prazer e não receber.

- Pobres moças que no passado tinham que casar virgens, sem ter noção se gostariam de transar com seus maridos.

- Creio que 95% delas morreram sem saber o que era um orgasmo.

- E as outras 5% conheceram através do amante?

- Acho que sim...

Começamos a gargalhar. Bendita libertação sexual das mulheres!

- Você já gozou no seu trabalho?

- Está querendo saber se eu já gozei “em trabalho”?

- Sim... Você entendeu. – Fiz careta.

- Sim, já. Até porque não é algo que controlamos. Você não decide “eu vou gozar hoje” ou “eu não vou gozar nesta relação”.

- Trabalho e prazer! Nada mal! – Brinquei.

- Mas isto não é tão comum, ok? Não pense que é um mar de rosas.

- Qual a parte ruim?

- Os boquetes. É muito ruim fazer um boquete sem vontade, simplesmente porque estão te pagando para isto. Aliás, tudo no sexo tem que ser consentido... Senão é difícil de se libertar e chegar ao ápice.

- Eu gosto de transar com Gabe... De forma... Violenta. Isto é ruim?

- Usam algemas, chicotes ou algo do tipo?

- Não... Mas parece que quando nos excitamos viramos animais... Na forma de se tocar, na intensidade... Eu gosto quando ele faz menção de me enforcar... E b**e na minha bunda.

- Isto é um relacionamento saudável, não se preocupe! – Ela riu.

- Tenho vontade de transar com outros homens... Mas com Gabe junto.

- Fantasia... Normal também. Já compartilhou com ele?

- Gabe me mataria.

- Ele é possessivo demais para isto. Proponha de fato o que quer... E aceite as condições dele também.

- Como assim?

- Talvez... O outro só a foder e não tocar. Tem coisas bem mais íntimas do que o ato sexual em si, do pau na boceta.

- O estranho é que não me imagino fazendo sexo com alguém a não ser Gabe... Embora tenha esta curiosidade de como seria a três.

- Você tem que estar bem preparada para colocar uma terceira pessoa no relacionamento. Por exemplo, se ele lhe propusesse que a terceira pessoa fosse uma mulher?

- Nem em sonho. Eu o mataria.

Rita riu:

- Eis a insegurança dele. Por que não aceitaria que a terceira pessoa fosse uma mulher?

- Mil motivos... Gabe gostar dela mais do que de mim... Ela tocar no que é meu... Ele fodendo outra pessoa a não ser eu... Caralho, eu seria capaz de matar a outra na cama.

- Quanta violência! – Ela riu – Mas então... Voltando ao assunto de Jai...

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