Peguei-o pela gravata e o puxei pelos poucos degraus de escada, levando-o para a área do playground. Ele murmurava algo, mas eu não estava somente cego... Também estava surdo.
- Eu esqueci de quebrar o seu nariz, por isto voltei!
Dizendo aquilo soquei seu nariz com toda minha força, sentindo o sangue espirrar na minha roupa, atingindo também meu rosto.
Rowan começou a gritar e tapei sua boca com força, sabendo que o sangue em breve o sufocaria e o desgraçado morreria nos meus braços, já que o segurei de costas para mim. Sussurrei em seu ouvido:
- Nunca mais toque na minha esposa. Se abrir a boca para falar com ela, você morre. Se seus olhos estiverem sobre ela, você morre. Se eu o encontrar no mesmo ambiente que ela, você morre. Entendeu?
Como ele não conseguia responder, eu mesmo movi sua cabeça para cima e para baixo, como sinal de afirmação.
- Bom garoto! – Soltei-o com força, fazendo com que se desequilibrasse e caísse no chão.
Rowan estava de quatro no chão, vendo o próprio sangue escorrer na areia enquanto tentava respirar pela boca, a fim de encher os pulmões.
- Você vai pedir o divórcio à minha irmã.
Ele virou a cabeça na minha direção:
- Jamais farei isto!
- Sim, fará. Caso contrário, você também morre!
- Do mesmo jeito que matou o assassino de Mônica? – ele riu, com ódio, tentando me ferir no lugar mais profundo do meu ser – Está defendendo a filha dele como se fosse o que você tem de mais importante no mundo...
Chutei sua barriga com força, ouvindo o gemido de dor. Ele tentou levantar e revidar, mas foi pego de surpresa desde o início e não teve chance. Rowan não era um homem fraco, então certamente seria uma briga acirrada. Mas ele não esperava a minha atitude, o que me deu vantagem. Talvez minhas habilidades em vários tipos de lutas que treinei ao longo da vida me ajudassem também.
- Se novamente falar o nome de Mônica adivinhe o que acontece? Você morre também! – chutei-o novamente, com toda força, ansiando quebrar-lhe algumas costelas.
- Se transformou... Num cachorrinho da filha do seu maior inimigo!
O chutei mais uma vez, deixando-o de costas não chão, tentando recuperar o fôlego.
- Fique longe da minha mulher... E se afaste da minha irmã e da minha sobrinha ou o transformarei em pó, Rowan Irons.
- Olívia mentiu para você, certamente para saber até onde iria por ela... Ela que se ofereceu para mim... Porque é uma vagabunda...
Montei nele e peguei-o pelo pescoço, tentando estrangulá-lo. Senti meu corpo sendo retirado de cima de meu cunhado e deparei-me com dois funcionários da propriedade, que tentavam me conter.
Olhei Rowan jogado no chão, o sangue por todo seu rosto e depois espiei o carro e não vi Olívia.
- Me soltem! – gritei, saindo do poder dos dois homens e correndo na direção do meu carro.
Assim que cheguei lá, liberei as portas e conforme abriam vi Olívia ocupando os dois bancos, deitada, chorando. A ajeitei no banco e passei o cinto de segurança pelo seu corpo, entrando no carro e dando a partida.
Assim que saímos da propriedade de minha irmã, falei, tentando não demonstrar toda minha dor:
- Sinto muito se a fiz chorar de novo!
Ela não disse nada, simplesmente deitou a cabeça no vidro ao seu lado, fingindo que eu não estava ali. Eu tinha mil coisas para falar e explicar-lhe, mas vê-la tão sensível e abatida daquela forma simplesmente me deixavam sem ação. Depois de um tempo, tentei:
- Poderia... Me ensinar a não ser assim?

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