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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 146

Deparei-me com Rarith, que me encarou, estreitando os olhos, surpresa com o que via. Separei-me rapidamente de Jai e perguntei:

- Oi, querida... Você... Está bem?

- Só vim me despedir de você. – disse, vindo até mim e me dando um abraço.

Peguei-a no colo e dei-lhe um beijo:

- Até amanhã.

- Até amanhã, Olívia.

A soltei e Rarith encaminhou-se até a porta novamente. Antes de fechá-la olhou para Jai e depois para mim, desconfiada:

- Você está curando o coração do diretor também, Olívia?

Respirei fundo, sentindo um frio percorrer minha espinha. Claro que ela contaria a Gabe e ele entenderia tudo errado. E não, eu não estava disposta a compartilhar minha vida pessoal e meu maior segredo com ele... Que não merecia saber.

- Sim, estou curando o coração do diretor. – Respondi.

Ela sorriu e fechou a porta, saindo.

- Vai me usar como cobaia para fazer ciúme?

- Só pouquinho! – Ri.

- Marcarei o exame agora mesmo e lhe avisarei a data.

- Você tem filhos?

- Não, não tenho – ele riu – E fui casado, mas não sou mais.

- Divorciado?

- Sim, divorciado e sem filhos.

- Por que terminaram?

- Acho que não nos amávamos o suficiente para compartilharmos uma vida a dois, que não é nada fácil.

- Eu gostei de ser casada, embora Gabe e eu não morássemos na mesma casa.

- Ele parece muito possessivo com relação a você.

- Sim, ele é. E por mais louco que pareça, gosto disto. E nem Freud explica, acredite. Mas na minha cabeça faltou algo na infância... E que Gabe de alguma forma supre.

- Todas as pessoas são diferentes, com defeitos e qualidades. E é exatamente isto que as torna únicas. Casais diferentes tem mais probabilidades de ficarem mais tempo juntos, pois evita que caem na rotina.

- Jai... E se meu pai for o mesmo seu?

- A questão principal não é esta... E sim se ele sabe da minha existência.

- Ernest Abertton... É... Um sujeito legal. Ele me salvou.

- Eu... Me apropriei um pouco da sua história, mesmo sem o seu consentimento. E sei que ele lhe assumiu como filha somente após a morte de sua mãe. Ele não sabia da sua existência antes?

- Sim. Mas não acreditava que eu fosse sua filha. E... Quem poderia julgar? Minha mãe era uma prostituta.

- Quem poderia julgar? Bem, um exame de DNA.

- Eu... Prefiro não pensar sobre isto, Jai.

- Acha melhor esquecer o que ele poderia ter feito e focar no que ele fez, mesmo de forma tardia?

- Ele tinha uma família...

- E pelo visto nunca se importou com ela, já que tinha uma amante fixa. Ele já tinha uma filha quando se relacionou com nossa mãe.

Levantei e olhei no relógio:

- Eu... Preciso trabalhar. Ficamos muito tempo aqui, sozinhos. Alguém pode desconfiar e não quero que pensem que consegui este emprego porque sou amante do diretor.

Jai levantou-se e me deu um beijo na bochecha:

- Se você for minha irmã, quero que saiba que poderá contar comigo para tudo, Olívia.

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