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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 145

- Senhor Litrow, eu ainda sou uma mulher casada. O divórcio ainda não está assinado. Gabe está resistente... E... Eu sequer consegui um advogado que queira me ajudar.

- Você gosta dele?

- Gosto! Mas... Sei que preciso seguir em frente. Aliás, “eu quero” seguir em frente. Ao mesmo tempo não posso negociar com o senhor o emprego em troca de sairmos juntos ou nos relacionarmos. Achei que foi tudo... Muito rápido entre nós, tipo mal nos conhecemos, me convidou para sair... E fica... O tempo todo me deixando confusa, como se quisesse me dizer algo que nunca diz. E já sei do que se trata.

- Do que se trata?

- Eu e você... Tipo... Sair e... Transar!

Ele riu:

- Deus que me livre!

Estreitei os olhos, confusa:

- Sou... Tão horrível assim? Então... Por que me convidou para sair?

- Deixei claro que tínhamos que conversar.

- Ok, fale logo o que tem para dizer e vamos acabar logo com isto.

- Sente-se, por favor.

- Estou bem assim. – Cruzei os braços, de forma firme.

- Sente-se, Olívia.

A voz dele foi tão séria que peguei uma cadeira de forma automática, sentando-me. Depois olhei para a porta e mencionei:

- É agora que a sua secretária lhe chama por que um meteoro caiu no jardim ou um professor desmaiou?

Ele riu e percebi o quanto seu sorriso era bonito. Jai me agradava, mas ao mesmo tempo eu tinha medo de me envolver com alguém novamente. Gabe tinha me machucado muito.

- Eu sou seu irmão, Olívia.

Senti meu corpo todo ficar amolecido e então entendi o motivo pelo qual ele mandou que eu sentasse. Se tivesse de pé, certamente teria caído no chão. Tentei processar as palavras dele, mas não conseguia. Eram mil sensações e as palavras passeavam pela minha mente, mas não saíam pela boca.

- Sinto muito lhe dizer assim... Mas não havia um jeito menos chocante de falar a verdade.

- Não... Po-pode... – Gaguejei.

- Já fazia um tempo que eu procurava por você. Depois que vi a sua entrevista na internet, anunciando as benfeitorias de Gabe Clifford com relação a diabetes e contando que era filha de uma prostituta, tive certeza de que era quem eu procurava.

- Soube que era eu... Só porque confessei ser filha de uma prostituta?

- Tinha algumas outras informações, claro.

- Com quem conseguiu?

- Tiane.

- Tiane? Você... Conhecia Tiane?

- Não, mas ela que me avisou que eu tinha uma irmã.

- Meu Deus... Isto... É... Surreal. – passei a mão pelo rosto, totalmente atordoada. Tiane era uma das amigas de minha mãe, mais precisamente a que foi atrás de meu pai quando mamãe morreu.

- Nossa mãe me entregou para a adoção quando nasci.

Não sei se tive pena dele ou se julguei que teve sorte.

- Fui adotado com três meses.

- Teve uma boa família? – Eu quis saber.

- A melhor! – ele sorriu – Sou grato por nossa mãe ter me dado a chance de ter tido uma família.

- Como soube de mim?

- Conforme fui crescendo, minha família confessou que eu era adotado. Então, há uns dois anos atrás, decidi revirar meu passado e descobrir sobre meus genitores. Claro que poderia ter feito isto antes, mas não tive interesse. E nem sei ao certo o motivo pelo qual acabei tendo esta atitude tão tardiamente. Foi quando me deparei com a realidade de que minha mãe era uma prostituta e... Saber quem era meu pai estava dentre as coisas mais impossíveis do mundo – sorriu – Ao menos ela sabia quem era o seu genitor.

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