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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 143

Sentei-me na cadeira à frente do diretor Jai e perguntei de forma direta:

- O que queria falar comigo?

- Você é insistente! – ele suspirou – Realmente não quero falar aqui, Olívia.

- Não temos outro lugar para fazer isto.

- O que acha que pode ser?

- Não tenho ideia. No entanto o tempo que perde perguntando sobre o que acho que pode ser, poderia finalmente falar e sanar minha ansiedade.

- Ok! – ele respirou fundo e me encarou – Vou trancar a porta, se não se importa.

Eu não me importava? Claro que sim. Eu não conhecia aquele homem para me sentir segura trancada com ele numa sala.

Enquanto Jai vinha novamente para sua mesa, peguei sem que ele percebesse uma caneta de ponta fina que estava sobre a superfície. Se aquele sujeito tentasse me atacar, eu cravaria nele, com certeza.

Com tantas mulheres no mundo por que eu? Era muito azar para uma só pessoa!

Jai sentou-se e falou de forma calma:

- Olívia, eu não quero assustá-la...

- Já assustou! – relatei.

- Então... Vamos começar do início...

Tentei relaxar, mas não conseguia. E antes de Jai formular outra frase, alguém bateu na porta. Ele suspirou e levantou-se:

- Preciso atender! Fechei para que pudéssemos ter mais privacidade, mas não é possível aqui.

Levantei-me:

- Eu... Acho melhor que esta conversa realmente não seja aqui e sim num local público.

Ele riu, abrindo a porta enquanto a secretária me olhava:

- Sinto muito interromper, senhor Litrow, mas tem uma criança na enfermaria.

Saí rapidamente dali indo para meu posto, preocupada. Cada vez que sabia que tinha um pequeno paciente, torcia internamente para não ter sangue. E foi o que ocorreu, por sorte. Quem precisava de ajuda era uma menina de mais ou menos quatro anos. Segundo ela, tinha raspado o braço no playground e precisava de um curativo de “princesa”. Pelo visto Rarith havia feito propaganda dos meus band-aid’s.

O interessante é que o movimento continuou, em ordem de tempo e com crianças da mesma faixa etária.

Acabado meu turno, eu iria para o almoço e quando cheguei na recepção encontrei Rarith sentada com a mochila nas costas, acompanhada de uma das estagiárias e o zelador.

Assim que me viu Rarith correu na minha direção e me abraçou com força, os olhos lacrimejando.

- O que houve, meu amor? – Me preocupei, sentindo o coração partir ao vê-la tentar conter as lágrimas.

- Me esqueceram na escola! – uma lágrima desceu pela bochecha – E... Estou com medo de ter que morar aqui para sempre.

A peguei no colo e apertei-a entre meus braços:

- Não, você não vai morar aqui para sempre. Sua mãe jamais a esqueceria.

- Mamãe está muito longe! – alegou.

- Tio Gabe que a buscaria? – Eu já estava prestes a ligar para Gabe e matá-lo.

- Não... Tio Gabe não consegue me buscar!

- Já ligamos para a família – a moça que estava acompanhando-a avisou – Estão vindo buscá-la.

- Posso ir com Olívia? Ela é minha família! – Rarith explicou, fazendo com que minhas pernas ficassem bambas e um frio descesse pela minha espinha.

Sim, éramos família. Não família de sangue, mas família de laços afetivos. Não tinha como não se apaixonar por aquela menina doce e esperta, que “falava pelos cotovelos” e tinha como tio um tal Gabe Clifford, o homem pelo qual meu coração batia 24 horas por dia, mesmo não querendo. Eu sabia que o quanto a sobrinha era especial para ele, o que a tornava automaticamente especial para mim também.

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