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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 141

Rita riu, com sarcasmo:

- Eu era uma acompanhante de luxo? Acha mesmo que alguém vai me levar a sério? Rael é bonito, bem sucedido e amigo de Gabe Clifford! O que eu seria além de uma boa foda? E adivinhe? Me arrependi de não ter cobrado por dormir com ele!

- Achei que vocês pudessem... Estar tendo um lance.

- Só conseguirei me envolver com alguém que não saiba do meu passado. “Eu” tenho problemas com isto.

- Acho que só não encontrou a pessoa certa, Rita. Quem a amar, aceitará o seu passado.

- Sabe o quanto tempos problemas com “passado” nesta família! Não é fácil para nós. Além do mais, não estou procurando ninguém. Mal tenho tempo de reorganizar minha vida por aqui.

Na manhã seguinte, assim que cheguei no trabalho, fui diretamente até a sala do diretor Jai Litrow. Precisava explicar-lhe melhor sobre o que havia acontecido no final da tarde do dia anterior. E saber o que ele tinha de tão importante para me dizer.

Bati na porta e ele mandou entrar, sem saber que era eu. Assim que ingressei na sala, encontrei-o sentado, olhando algo no computador. Levantou os olhos e sorriu:

- Olívia!

- Eu... Posso sentar?

- Claro!

Assim que sentei ele perguntou:

- Você... Ficou bem depois que eu saí?

- Sim.

- Demorou muito tempo com ele.

Estreitei os olhos, porque a meu ver foi uma afirmação e não uma dúvida. No entanto não quis perguntar como ele sabia ou se tinha esquecido de fazer o tom de pergunta.

- Gabe é meu ex-marido. – Expliquei.

- Sim.

- Tivemos um casamento complicado, uma história complicada e um desfecho complicado.

- Vi algumas coisas na internet... Que certamente ele não apagou a tempo. Apesar de Gabe Clifford ser alguém bem conhecido, não há muito sobre a vida pessoal dele na mídia.

- Além de Gabe ser discreto quanto a isto, boa parte certamente ele consegue fazer desaparecer por meio da justiça.

- Vi um vídeo seu na Internet... Onde menciona ser filha de uma prostituta... E depois que é esposa de Gabe Clifford e que está pedindo o divórcio.

Fiquei vermelha, mesmo não querendo:

- Eu... Espero que este fato não prejudique meu emprego. Posso tentar mandar apagar, embora não saiba exatamente como fazer isto, já que não tenho condições financeiras como meu marido.

- Mas foram casados. Você não tem direitos?

- Não. Assinei um acordo de separação total de bens.

- Temos famílias bem exigentes aqui, não vou negar. Mas a escola já foi mais tradicional. Atualmente vejo algumas mudanças de comportamento nas famílias, que aliás são a nível mundial. As coisas não ficam mais tão bem escondidas, como era no passado. Hoje tudo vai parar nas redes sociais e na boca do povo. Então também temos pais que acabam virando vítimas da imprensa. E se justificam. Isto me dá amparo para caso alguém venha reclamar algo a seu respeito. Estou na direção daqui há pouco tempo, mas já exerci o cargo em outra escola. Ou seja, tenho experiência.

- Por que me ampararia, senhor Litrow? – Chamá-lo de senhor soava um pouco estranho, pois ele era bastante jovem... E bonito (e esta parte não tinha nada a ver com o “senhor”).

- Poderia me contar mais sobre o seu passado, Olívia?

- Para que possa me amparar? – Não contive o deboche.

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