Assim que acabou o expediente, no final da tarde, aguardei o diretor da escola para tomarmos o tal café, muito mais por curiosidade sobre o que ele tinha para falar comigo do que qualquer outra coisa.
Jai esperou que todos deixassem a escola e então chegou até mim, que o esperava na calçada. Esperei que fosse buscar o carro, mas para minha surpresa começou a caminhar, e o acompanhei.
- Tem uma cafeteria aqui na próxima quadra – explicou – É um lugar tranquilo e agradável.
- Eu não moro aqui perto. Então não conheço nada por aqui. – Deixei claro, ainda receosa.
- Você... Tem namorada ou é casado? – Perguntei.
- Não. E você?
- Quero deixar claro que não tenho interesse... Ou melhor, não quero me meter em confusão, diretor.
- Pode me chamar de Jai.
- Isto seria bem... Estranho!
- Dentro da escola sou o senhor Litrow, mas aqui sou Jai. – Sorriu, me olhando de soslaio enquanto andava pela calçada com as mãos no bolso, de forma tranquila.
- Teoricamente ainda sou casada. Estou tentando entrar com um pedido de divórcio. E... Ser vista com você pode me trazer sérios problemas. – Contei.
- Não quero lhe causar problemas, Olívia! Mas realmente precisamos conversar.
- E por que não fizemos isto na escola? Seria o mais correto.
- Na verdade não. E saberá o motivo.
Aquilo me deixou ainda mais ansiosa. Chegamos na tal cafeteria, que era pequena, mas graciosa. Tinha um deck que ficava próximo à calçada, ao ar livre.
- Quero sentar na área externa. – Deixei claro, assim que vi o lugar, não contendo um sorriso ao me encantar de imediato com o ambiente.
- Claro! – ele sorriu e abriu a porta para que eu pudesse entrar, de forma gentil.
Quando fui pisar os pés dentro do recinto, senti dedos fortes apertando meu braço e fui puxada para trás, deparando-me com Gabe.
Meu coração acelerou e senti as pernas bambas, certa de que não conseguiria mais dar um passo sequer.
- Achei que meu único problema era Jorel. Pelo visto me enganei. – Riu, com escárnio.
- Você não tem direitos sobre mim. – Aleguei, entredentes.
- Sim, eu tenho. Somos casados.
- Isto não me torna sua propriedade.
- Solte-a. – Jai disse de forma firme.
Gabe riu:
- Quem vai me obrigar? Você?
- Se for preciso, sim. Mas por hora pretendo resolver de forma civilizada, chamando a polícia.
- Chame quem quiser. Sou Gabe Clifford, caso não saiba.
- Seu nome não me é estranho! Mas mesmo que fosse o presidente de Noriah, ainda assim eu chamaria a polícia.
- Tem um novo amante? – Ele me olhou com raiva.
- Não é novo... Antigo! – Ri, com deboche.
- Olívia, não brinque comigo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I