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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 137

- Se não se sente segura na área da saúde, onde acha que se encaixaria, Olívia?

- Sinceramente.... Eu não sei.

Parecia que o diretor queria que eu encontrasse minha vocação em menos de cinco minutos.

- Pois então pense. Assim que tiver certeza, me avise. Quero que curse uma faculdade conveniada com a nossa escola.

Estreitei os olhos, confusa. Mas antes que pudesse perguntar, ele explicou:

- Todos aqui são formados. E levarei em conta sua necessidade de trabalhar e também a garantia que me deu de que é capaz de atender na enfermaria. Mas entenda que é temporário. E não, não me refiro ao emprego e sim ao fato de escolher para onde quer ir.

Engoli em seco, confusa. Teria sido paixão à primeira vista do diretor por mim? Ou estava me testando? E se Gabe tivesse por trás daquilo tudo? Mas que influência ele teria na escola de Rarith? Talvez todas! Ele tinha influência em qualquer lugar do mundo, por que não na escola da sobrinha? Mas Gabe quereria me ajudar de alguma forma? Tudo por conta da única lágrima que derramou por mim?

- Eu... Agradeço. – Falei, sem jeito.

O restante do dia foi tranquilo e atendi somente um caso de uma menina que estava com enjoo e ficou na enfermaria até a família vir buscá-la.

Ainda assim fiquei pensativa com relação ao que Jai Litrow havia me dito sobre tentar encontrar minha vocação.

No dia seguinte, meia hora depois que cheguei recebi um caso. Aliás, um casinho lindo, de olhos brilhantes e grandes e cabelos cacheados com um laço vermelho gigantesco e que se chamava Rarith.

- Ela caiu – disse a monitora – E alega que a perna está doendo muito.

Rarith piscou e sorriu. Mordi o lábio e disse:

- Pode ir. Verei o que posso fazer por esta menininha... Talvez um band-aid de Stitch resolva.

A monitora saiu e fechou a porta. Rarith correu na minha direção e me abraçou com força:

- Posso ficar aqui com você?

- Na verdade não pode – lamentei, pegando-a no colo e pondo-a sobre a maca – Mas irei atendê-la.

- É tudo “de continha”. – Ela riu e piscou.

- Hum... Então sua perna não está machucada?

Abriu e fechou os olhos repetidas vezes, gargalhando:

- Não! Eu só queria vê-la.

Sorri e peguei um band-aid decorado e mostrei-lhe:

- Qual você quer?

Ela ficou analisando antes de escolher um da Moana, que pus cuidadosamente na sua perna que não tinha ferimento algum.

- Ficou bonito! – Observei.

- Eu não gosto muito de vir na escola. – Ela suspirou.

- Não? Mas você parecia tão feliz no playground.

- É melhor que o playground da minha casa! – levantou de ombros – um dia você brinca comigo no playground da minha casa?

- Bem... Eu... Não sou mais muito amiga do tio Gabe. Então não sei se será possível. Mas eu aposto que sua mamãe adora brincar com você naquele playground enorme que tem na sua casa!

- Mamãe está sempre muito cansada para brincar! Às vezes ela dorme no playground.

- Dorme? No playground?

Assentiu, fazendo semblante de tristeza.

- Mas isto enquanto você brinca?

- Sim... Então eu vou lá e dou um beijo nela e digo: “Acorda, mamãe!” – riu – E ela diz: “Foi só uma soneca! Estou acordada!”

Respirei fundo, confusa. Eu não conseguia visualizar aquilo que Rarith me contava. Mas ao mesmo tempo não duvidava da menina.

- E seu pai? Ele também dorme no playground? – Me fiz de desentendida.

- Não! – riu – Papai grita com a mamãe e diz que se ela dormir de novo no playground nunca mais vai me ver de novo. Então a mamãe chora!

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