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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 130

Eu ri:

- É só biscoito com manteiga.

- Nunca comi isto na vida.

- Biscoito com manteiga?

- Biscoito salgado.

- Quem nunca comeu biscoito salgado? – Ri, incrédula.

- Eu! – Confessou de forma séria.

- Quando eu era criança tinha dias que era só o que eu tinha para comer – me ouvi confessando – E sempre dizia para mim mesma que quando crescesse nunca comeria isto de novo – olhei para o biscoito quadrado recheado de manteiga que estava na altura da minha boca – Mas foi uma das coisas das quais não consegui me livrar. Eles são bons acompanhados de patês ou até mesmo manteiga.

Gabe pegou o biscoito novamente da minha mão e mordeu:

- Você é boa nisto... De fazer biscoitos.

- Devolve meu biscoito! – Falei de forma séria.

Gabe sorriu e pôs na minha frente, obrigando-me a abrir a boca, pondo gentilmente dentro dela, com os olhos fixos nos meus. Aquilo seria um encontro romântico de café da manhã?

Ah, Gabe, já é um pouco tarde para isto! Não que eu não goste mais de você... Pelo contrário, parece que hoje amanheci o amando o dobro de ontem. E porra, ontem eu o amava demais.

A cozinheira pôs o café dele na mesa e Gabe endireitou a postura, ficando ereto, sem jeito, fingindo que nunca na vida comeu um biscoito que eu já tivesse mordido. Passei manteiga num outro biscoito e lhe ofereci. Gabe aceitou e disse, após a mordida.

- Não entendo, mas não tem o mesmo sabor dos outros... – Estreitou os olhos, parecendo querer encontrar uma explicação.

- Não? – Me surpreendi.

- Acho que entendi o motivo... Faltou o ingrediente secreto.

- Qual? Eu fiz igual...

- Este não veio da sua boca.

Me afoguei, pondo a mão na frente da boca, quase cuspindo tudo para fora. Ele disse mesmo aquilo. Que bicho mordeu Gabe Clifford aquela manhã? Ou melhor, na noite anterior?

Olhei no relógio e levantei:

- Preciso ir... Ou me atrasarei – virei as costas e antes de sair da cozinha o olhei – Sentiu medo de me perder, Gabe? – Perguntei de forma sincera.

- Na verdade não... Porque nunca irei perdê-la. – Sorriu.

Sorri de volta, de forma vitoriosa. Mal ele sabia o que o aguardava!

Antes que eu abrisse a porta principal da mansão para me dirigir ao carro, senti a mão de Gabe junto da minha. O olhei, confusa.

- Eu lhe darei uma carona.

Não contestei e aceitei a carona, afinal, sabia que certamente seria a primeira e última vez.

Enquanto estávamos no carro, a caminho da Clifford, ambos no banco de trás, sendo conduzidos pelo motorista dele, Gabe comentou:

- Naquela noite, na casa do lago... Eu deixei o relógio no seu quarto...

- O que Mônica lhe deu? – Perguntei, mesmo sabendo o óbvio.

- Sim.

- Não vi.

- Lembro de tê-lo jogado no chão.

- Devo ter passado por cima... E nem me dei em conta.

Gabe abaixou o olhar e a voz soou fraca quando mencionou:

- Está tudo bem.

- Sinto muito que o tenha deixado lá... Sei que era importante para você... Afinal, foi sua finada mamãezinha que deu. Ah, desculpe-me... Esqueci que foi sua ex.

- Ele já foi importante. Hoje não é tanto.

- Jura? Você me fez comprá-lo de volta e pedir o adiantamento de salário de quase uma vida para recuperá-lo. Vou morrer e ainda estarei devendo para a Clifford. – Morreria sem dizer que vendi um quadro que havia na casa.

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