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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 129

Não sei exatamente quando foi, mas dormi nos braços de Gabe. E talvez tenha sido exatos cinco minutos depois que ele me abraçou. Naquele momento eu só tinha certeza de uma coisa: o amava com todo meu coração. Especialmente porque dormimos com nossos corpos tão unidos, como se fossem um só, e mesmo eu enrolada numa toalha, ele não tentou transar.

E eu nem sabia se meu marido resistir a mim praticamente nua era algo bom ou ruim. Estaria Gabe perdendo o interesse no meu corpo? O que levava um homem a dormir uma mulher e não querer comê-la, satisfeito somente em tê-la abraçada a si? O que eu estava fazendo de errado?

Não ousei sequer respirar enquanto o abraçava e sentia seu braço sobre mim, me segurando como se fosse a coisa mais importante de sua vida, mesmo que nos sonhos. Como eu queria ficar ali para sempre, vivendo aquele sonho, aquele “acidente” que foi acordarmos como marido e mulher de verdade, como um casal que se amava.

Senti a respiração de Gabe acelerar e seu pau endurecido na minha barriga. Era normal aquilo acontecer enquanto um homem dormia?

Gabe alisou meus cabelos e me deu um beijo na testa:

- Tesão da manhã! Foi mal! – retirou o braço debaixo do meu pescoço.

Como Gabe sabia que eu estava acordada? Fingi que não ouvi aquilo. E que acordei quando ele falou comigo, abrindo e fechando os olhos preguiçosamente. Quando Gabe levantou, foi impossível não notar aquilo tomando vida dentro de sua cueca. E que vida... Longa e plena!

- Sonhou... Comigo? – Brinquei, sem conseguir tirar os olhos de seu pau ereto.

- Podemos sonhar juntos! – sorriu enquanto retirava a calça que estava com o zíper aberto.

- Você nunca quis me incluir nos seus sonhos. Por que agora deseja fazer isto? Não aceita perder?

- Não lembro de ter perdido nada. – Deixou claro enquanto retirava a camisa.

Afinal, qual sua intenção em tirar toda a roupa na minha frente? Ver até quando eu conseguiria aguentar?

- Não aceita perder para Jorel.

- Jorel não ousaria tocá-la, chuchu.

- Ele ousou bem mais do que isto. – Provoquei.

Gabe veio na minha direção e num movimento rápido imobilizou-me com as mãos para trás e me jogou na cama, pondo o corpo sobre o meu. Encarou-me e disse:

- Você é minha, chuchu. E quem ousar tocá-la, morrerá!

Ah, porra, eu amava quando ele demonstrava seu jeito possessivo de gostar de mim de alguma forma. Me sentia às vezes uma verdadeira masoquista.

- Hum... Devo ir providenciando o funeral do meu cunhado?

Gabe se pôs entre minhas pernas, agora não tendo nada além do tecido da cueca para nos separar. Ainda contendo meus braços com uma das mãos, com a livre abriu a toalha, liberando meu corpo nu. Analisou-me cuidadosamente com o olhar, a língua hidratando os lábios, fazendo com que eu estremecesse sob seu corpo.

- Saiba de antemão que sempre acordo assim!

- Será que isto acontece com todos os homens?

- Isto você jamais saberá, pois só acordará ao meu lado todos os dias.

- O casamento é temporário.

- Sim... Temporário até que a morte nos separe.

- Traição é algo relativo, não é mesmo?

- Não para mim! Jamais a trairei e não deixarei que faça isto comigo.

- Me traiu com a falsa Rarith.

- Paguei ela. Era uma farsa.

- Porque você é um idiota.

- Vou cuidar de você. Me arrependi. Inclusive pedi desculpas para sua irmã. E você estava certa... Nem me desintegrei.

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