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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 127

- Ficarei ótima, como sempre! – garanti.

Gabe tentou dar um beijo nos meus lábios e rapidamente virei, fazendo com que pegasse na bochecha. Aquela porra de evitar o beijo dele era totalmente nocivo para mim... E dolorido, já que era o que eu mais queria. No entanto meu marido tinha que sentir na própria pele o que me fez passar... A começar por todas as vezes que implorei por seus lábios.

- Se tocar nela, quebro a sua outra perna. E os dois braços. – Gabe ameaçou antes de sair pela porta.

Olhei para Jorel, que sorriu:

- Você é linda pra caralho! Mas duas pernas e dois braços quebrados deve ser horrível. Eu dependeria de alguém para tudo... Tudo mesmo. Então... Não é algo que eu queira arriscar, por hora. Ele já quase quebrou o meu nariz.

- Super entendo! Também acho que não valho isto tudo. – Comecei a rir – Mas não se preocupe tanto. Por mais que ele tema nos deixar sozinhos, ainda assim foi embora.

- Ele odeia este lugar. Jamais ficaria aqui.

- Odeia? Mas... Esta casa é tão... Perfeita.

- Nos criamos aqui. Não traz boas recordações.

- Nem para você?

- Embora eu fosse um garotinho ainda quando fiquei órfão... Lembro de alguns poucos episódios de coisas bem ruins que aconteceram por aqui. Eu tenho um duplex na área central de Noriah Norte. Mas o custo para manter é elevado. Gabe paga o lugar, mas não os gastos. Então eu até que moraria aqui sem contestar muito. Não com Gabe, claro! Mas isto jamais aconteceria, pois meu irmão não faria da mansão Clifford sua morada... Nunca.

- E Aneliese? Ela vem muito aqui?

- Nunca.

- Nunca?

- Depois que nossa mãe morreu ela parou de frequentar todos os lugares onde um dia estivemos com nossos pais. Sequer quis qualquer parte da herança que fosse relativa à esta casa.

- E eu que achei que tivesse uma vida problemática no passado.

- Não vivi muito do que meus irmãos viveram, já que era o caçula e Gabe e Aneliese passaram bem mais tempo com meus pais do que eu. Mas sim, nunca foi muito fácil a convivência entre os Clifford. Vez ou outra Aneliese me contava algumas coisas, já que não lembro de muitas.

- Tipo... – Incentivei-o.

- Gabe era trancado em casa... Não porque queria, mas porque não podia sair.

- Nunca?

- Escola, casa, casa, escola. Eram os lugares que ele frequentava. O lazer era o percurso.

- Por quê?

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