POV OLÍVIA
Era óbvio que eu não deveria ir para a mansão Clifford depois de tudo que Gabe fez naqueles dias na casa do lago. Mas eu tinha planos. E para que se concretizassem, precisava ter paciência.
Não esperava que Gabe fosse acolher também Jorel na mansão. E claro que, apesar das leves escoriações, eu tinha capacidade para cuidar do caçula Clifford, já que Gabe certamente não ficaria ali conosco.
Fizemos o caminho até a mansão Clifford os três num silêncio total e absoluto, que se um mosquito estivesse dentro do automóvel verde vivo de Gabe escutaríamos.
Gabe ajudou Jorel a descer do automóvel e a empregada já estava trazendo a cadeira de rodas para que ele pudesse ser locomovido com mais facilidade.
Assim que entramos na casa, deparei-me com as escadas e olhei para Gabe:
- “Temos um problema, Houston”.
- Há dois quartos na parte térrea da casa. Ficam nos fundos, do lado oeste.
Eu não duvidava, já que morava ali há meses e ainda não conhecia todos os cômodos do lugar.
- Poderia mandar instalar um elevador. – Jorel sugeriu de forma séria para o irmão.
- Poderia... Mas até terminarem de instalar você já estará curado e fora daqui. Ou seja, não vale a pena o trabalho.
- Você é um menino mau! – Jorel debochou.
Gabe olhou no relógio:

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