Eu estava tão envolvido por aquela mulher que ficaria satisfeito de tê-la ao meu lado mesmo que fosse amarrada. Porém não queria ser ignorado, como ela fazia naquele momento. Como fazer os olhos de chuchu brilharem de novo? Ela sequer deu um sorriso para mim, daqueles que faziam o mundo todo fazer sentido só porque eu via seus dentes e sua alegria num dia em que nada havia de especial, mas se tornava simplesmente incrível porque ela existia.
- A levarei para casa. – Deixei claro.
Porra, e Jorel? Não, eu não poderia deixar os dois sob o mesmo teto. Eu não tinha vocação para corno! E não era? Olívia já não tinha beijado o meu irmão? A porra da minha mulher beijou o filho da puta do meu irmão, que depois a levou embora, afastando-a de mim, causou um acidente e eu estava ali... Implorando internamente para que fosse perdoado... Pelo beijo que “ela deu nele”.
Ok, eu tinha levado uma acompanhante paga para a casa do lago. E fiz tudo errado. Mas o errado era certo, porque o objetivo era atingir o pai dela e ele ficou puto. E eu... Droga! Minha cabeça estava dando um nó... E começava a latejar.
- Eu... Gostaria de fazer isto... De nós dois e... Um casamento... Dar certo. – Eu disse mesmo aquilo?
- Então deixe a vingança de lado. – Foi sua condição, de forma clara, tanto quanto a água: incolor, inodora, insípida e... Caralho, minha mente estava me pregando peças.
Respirei fundo, sentindo meu peito arder e o ar quase me faltar. Eu gostaria de fazer tudo diferente. Eu gostaria de deixar a porra da vingança contra Ernest Abertton de lado. Mas sabia que não conseguiria.
- Você se tornou importante para mim, Olívia.
- Você não sabe o que é ser importante, Gabe. Quando alguém é importante para nós, não magoamos e nem fazemos sofrer.
- Ok, eu fui um egoísta... E tantas outras coisas que pensa a meu respeito. Planejei os dias do meu aniversário para serem os piores possíveis... Para você.
- E por que não manteve os planos? Quantas vezes eu lhe pedi que fizesse as coisas só para mim e não para os outros? Casei com você para libertar meu pai deste ódio que sente. Eu sei que me dirá que não temos um contrato, mas desde o início eu sabia que seria assim... Me odiaria, me faria sofrer... E papai estaria bem, assim como a minha família, que teria um lar.
- Se eu pudesse voltar atrás, juro que não teria envolvido Rita nisto tudo.
Ela pegou minha mão e olhou nos meus olhos:
- Então peça desculpas para ela.
- Eu... Não sei como fazer isto. – Confessei.
- Olhe nos olhos dela e diga: “desculpa”.
- Nunca fiz...
- Não dói. Não machuca. Não desintegra. No final, é uma boa sensação.
- Você desculpou todos do seu passado?
- Sim... Porque de nada adiantaria ficar remoendo a dor e a raiva. Decidi seguir em frente e tudo que eu gostaria era que você fizesse o mesmo.
- Eu não sou uma pessoa boa, Olívia. Fui criado para não deixar ser levado por emoções... Ou qualquer tipo de sentimento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I