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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 115

POV GABE

Por mais que eu amasse Olívia, não poderia perdoar a dor que o pai dela me causou. Foram dez anos planejando uma vingança lenta e dolorosa, que eu não poderia botar a perder por uma mulher que apareceu em menos de quatro meses na minha vida.

Mas não era “uma” mulher. Era Olívia, a “minha” mulher. Eu não tinha mais dúvidas dos sentimentos que tinha por ela. Ainda assim, por mais fortes que fossem, jamais conseguiria abrir mão de tudo. Eu odiava Ernest Abertton tão intensamente quanto amava sua filha.

Enquanto eu pensava numa resposta, que certamente não a contentaria, Olívia levantou-se. Me olhou e sorriu de forma triste:

- Eu sabia que você não voltaria atrás.

- Entenda o meu lado, chuchu.

- É bem difícil, Gabe. Principalmente porque você nunca entendeu o meu... Nem o do meu pai... Tampouco das pessoas que nada tinham a ver com isto tudo.

Ela virou as costas e saiu. Claro que eu não a deixaria voltar para casa sozinha. Ainda tinha dois dias para fazê-la me aceitar de volta. Até porque, por mais puta que Olívia tivesse com toda aquela situação, não tinha o que fazer a respeito, pois se desistisse do casamento, sabia que o pai perderia a casa com tudo que havia dentro dela.

E por mais que eu amasse o meu chuchu, não abriria mão de cumprir minha ameaça caso ela não mantivesse o casamento. E sinceramente, já nem era por Ernest, mas por ela. Me agarraria com unhas e dentes àquela chantagem para mantê-la ao meu lado.

Conforme fomos nos aproximando da casa, vi a Ferrari de Jorel estacionada próxima da casa, assim como a BMW de Rael. E o casal de empregados estava pondo as malas nos carros.

- Que porra é esta? – Perguntei, olhando diretamente para Rael.

- Os seus hóspedes... Querem ir embora. – Falou sem jeito.

Ele iria mesmo trocar anos de amizade por uma boceta?

- Vamos embora, Coração! – Ernest foi até a filha, pegando-a pela mão.

Olívia me olhou e falou para o pai:

- Minhas coisas...

- Está tudo no carro – Isabelle deixou claro – Eu mesma me certifiquei de colocar tudo no lugar.

- Você não pode levá-los! – olhei para Rael.

- Farei esta gentileza aos Abertton, Gabe. Sinto muito!

- Filho da puta!

Fiz as contas e os Abertton não caberiam no carro de Rael. Alguém teria que ficar. E óbvio que seria meu chuchu.

- Adeus, marido! – Olívia me olhou. E pela primeira vez na vida não vi sarcasmo ou felicidade na pronúncia de suas palavras.

Caralho, ela não precisava ir! Não era obrigada a fazer aquilo porque os outros queriam.

A peguei pelo braço e andei com ela alguns metros, me afastando dos demais:

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