- Me conte sobre a mulher que você amou, Gabe! – mesmo que isto me destrua ainda mais.
Gabe manteve a cabeça junto da minha e seguiu:
- Ela era bonita e chamava a atenção de qualquer homem... E mulher. Desde que a vi, sabia que faria qualquer coisa para tê-la. Então começaram os olhares enquanto estávamos na aula... E poucos dias depois nos encontramos numa boate nos arredores do campus. Tínhamos alguns amigos em comum e naquela noite finalmente nos falamos e ao final dela transamos.
- Você era virgem?
- Teoricamente sim.
- O que é “teoricamente”?
- Não tinha comido uma mulher, mas já tinha gozado em algumas bocas.
- Gozou na boca dela?
- Sim.
- Gozou na cara dela?
- Sim.
- Lambeu seu esperma diretamente da cara dela?
- Não... – Ele estreitou os olhos e riu – Há coisas que só você me obriga a fazer, chuchu.
- E há coisas que só faria por mim, Gabe?
- Sim. – Falou sem pestanejar.
- Ela era virgem?
- Caralho, você fala demais. E me deixa confuso.
- Quero saber tudo, cada detalhe.
- Ela não era virgem. E com ela aprendi muitas coisas.
- Ou seja, teve vários parceiros antes de você.
- Eu estava me fodendo para isto.
- Não tinha ciúme dela?
- Tinha... Mas... Isto é normal.
- Tinha ciúme dela como tem de mim?
- Não! – sorriu – Meu ciúme por você ultrapassa o aceitável. Quebrei alguns narizes por você.
Sorri e deixei que ele continuasse.
- Enfim... Não foi amor à primeira vista. Mas quando transamos a primeira vez eu queria poder fazer aquilo para sempre com ela.
- E por que se separaram?
- Chuchu, você precisa controlar a ansiedade!
- Quer me indicar um medicamento? Mas por favor, que não seja algo que possa retirar do mercado para ferrar com a vida de alguma outra pessoa que esteja por coincidência usando a mesma coisa.

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