- Pode-se dizer que sim. E é isto... Jorel explicou perfeitamente.
Jorel sorriu, satisfeito.
- Ele entende tudo sobre isto. Vive a vida com este tipo de mulher. – Gabe não se conteve, em tom de crítica, óbvio.
- Escolha minha – Jorel deixou claro – Gosto de sexo, pago por sexo e nunca nenhuma das mulheres que paguei pegou no meu pé. Não quero me envolver. Não quero alguém que ache que porque transei desejo namorar ou casar. Sou um adorador de mulheres bonitas e que cobram por umas horas de boa f... – olhou para Isabelle – Qualidade.
- Espero que não esteja disposto a contratar os serviços dela. – Rael franziu a testa.
- Lamento informar, cavalheiros, mas estou de folga. – Rita deixou claro, não sei se decepcionando seus futuros clientes.
- Já lamentei. – Rael se manifestou.
- Estou dizendo que sou Rita... Não quem você estará pagando para que eu seja. – O olhar dela para Rael foi encantador.
- Com beijo ou sem beijo? – Isabelle quis saber, confusa.
- E se eu quisesse pagar um acompanhante... Garoto... Enfim... Só para me beijar – supus – Seria possível?
- Beijar aonde? – Jorel quis saber.
- Na boca.
- Quem pagaria alguém para um beijo na boca? – Rita riu.
- Alguém que não beija na boca, como eu.
Jorel começou a rir e Rael tossiu. Gabe me encarou, o sangue subindo às suas bochechas. Em segundos todos os olhares ficaram sobre ele.
- Perdeu a prática, Gabe? Não sabe mais como fazer? – Jorel provocou.
- Vocês transam? – Rita provocou, já sabendo da resposta – Será que Gabe Clifford cobraria à parte para beijar?
Pus os cotovelos na mesa, esperando a resposta dele.
Gabe pensou um pouco antes de responder:
- Beijo realmente é uma coisa bem pessoal. Já paguei vagabundas e nunca senti vontade de beijá-las porque sei que as bocas já passaram por muitos... – olhou para Isabelle e franziu a testa, parecendo tentar encontrar as palavras certas.
- Pênis? – ela questionou.
- Isabelle, acho melhor você subir. Esta conversa não é para você. – Rita deixou claro.
- Mas... A gente nem começou a jogar. – Ela reclamou.
- Querida, o jogo já começou desde que pisamos neste lugar! – Jorel deixou claro – Sua função é somente ver quem chegou ao final... Vivo.
Isabelle revirou os olhos, insatisfeita, e saiu.
- Por favor, Gabe, continue. – Pedi, interessada no que ele teria como desculpa para nunca ter me dado um beijo, mesmo eu implorando.
- Não lembro exatamente onde parei, mas a resposta é simples: beijo quem eu quero, quem desejo, quem tenho vontade – me olhou – Não sinto vontade de beijá-la.
Engoli em seco, tentando conter o choro. E não, não era pela humilhação pública, porque eu estava me fodendo para aquilo. Mas por saber que eu nunca ganharia um beijo dele. Nem carinho, amor... Nada.
- E agora vamos deixar este jogo idiota de lado, que não somos crianças. – Finalizou.
- Nunca fomos, não é mesmo? – Jorel disse, de forma séria – Por isto eu decidi que tomaria as rédeas da minha vida. E viveria partes que não vivi.

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